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04.01.2011 - Ambientalista alerta:

Azulão Nordestino corre risco de extinção


Azulão do Nordeste: canto melodioso atrai predadores humanos.


João Pessoa(PB) - O Azulão do Nordeste é uma ave muito cobiçada pela sua beleza exuberante, cantar bonito, alto e mais rápido que os demais, além de possuir uma cor chamativa. Por essas características, o Azulão do Nordeste torna-se objeto de desejo dos predadores humanos.


O Azulão do Nordeste macho tem uma plumagem azul muito forte, com aparência de cinza em algumas partes. As manchas da cabeça e da asa são um azul céu brilhante, e o bico parece ser maior e mais cônico que nos outros tipos. A fêmea do Azulão do Nordeste é um pouco avermelhada puxando mais para a cor canela. Quando jovem, o Azulão do Nordeste também é avermelhado como a fêmea, mas ao passar para a fase adulta, ele troca a plumagem pelo azul que começa aos poucos a surgir algumas penas azuis no meio da plumagem vermelha até ficar completamente azul. Quando jovem o Azulão do Nordeste já canta, mas é na fase adulta que seu canto se torna alto e melodioso atraindo os predadores humanos”, explica o ambientalista Aramy Fablicio.



Hábitos
O ambientalista explica que "o Azulão do Nordeste é encontrado em toda a região árida do nordeste. Seu habitat são os arbustos. Esta ave é territorialista. Não é possível vê-la em bando. Se existe um casal em certa localização, só será possível encontrar outro casal em uma certa distância".



"Os filhotes de azulão ficam com seus pais até um certo tempo, depois já partem para uma vida “independente”, pois o instinto territorialista do azulão não o deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceira para acasalamento. Se um macho invade o território de outro, com certeza haverá um conflito, e será bem violento. Por isso existe um certo respeito entre as aves e seus territórios, mas sempre há aquele mais valente que, por território ou por uma fêmea, entrará em conflito e conquistará o desejado”, pontuou
Aramy Fablicio.



Reprodução
O azulão se reproduz aqui no nordeste no período das chuvas, constrói seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.



Risco de extinção
O Azulão Nordestino já estar praticamente extinto, pois não se encontra mais na natureza. Talvez se encontre uma ou outra em algum lugar do nordeste, mas ela só estará livre até encontrar um predador humano, pois a procura por esta ave rara é muito grande devido ao seu valor comercial e sua beleza. Quase todo brasileiro conhece o Azulão, mas aprisionado em gaiolas, pois na vida selvagem praticamente não existe mais. Nos anos de 1980 ainda era comum se ver alguns azulões, mas cada vez foi ficando mais raro aqui na Paraíba, hoje é praticamente impossível você encontrar um livre na natureza”, alerta o ambientalista.


Hoje encontramos o Azulão Nordestino aprisionado em gaiolas desde a casa de um simples camponês, nas casas de pessoas em pequenas cidades, médias e grandes metrópoles do Brasil e até do exterior. “Quando criança eu conhecia o Azulão Nordestino aprisionado em gaiolas apenas devido ao seu belo canto, mas hoje os criadores o usam também como ave de briga em rinhas onde rolam altas apostas como as de canário da terra e galo de briga”, recorda o ambientalista Aramy Fablicio.


Para Aramy, “A captura é a maior causa das extinções, mas o desmatamento desordenado dos arbustos, árvores nativa das regiões áridas também contribui; Com todos esses fatores a ave foi ficando cada vez mais rara. Se houvesse uma conscientização da sociedade em soltar todos os azulões das gaiolas na natureza, seria difícil a reprodução, pois não teríamos as fêmeas livres na natureza e ainda teria outro problema que seria os capturadores de animais. Seria necessário também um grande trabalho de reabilitação dessas aves e soltas em áreas de preservação ambiental como o Projeto Natureza Livre em Fagundes onde todos os proprietários de terra aderiram à causa ambiental”.


As leis do país proíbem a caça, a captura de animais silvestres e maus tratos a animais domésticos e domesticados, como a lei de nº 9.605/98 e qualquer outro tipo de crime ambiental. Mas “as políticas ambientais são falhas, quase toda casa no Brasil tem um animal aprisionado e não se faz nada. É “normal” vermos aves nas gaiolas em frente às casas, pessoas desfilando com animais silvestres nas ruas, comércio desses animais em feiras livres. Creio que deveria ser tolerância zero, pois quando as pessoas são pegas com drogas ilícitas são punidas, o mesmo deveria acontecer quando pegas com animais selvagens, porém o pior de tudo é a sociedade civil que continua mantendo essas criaturas em cativeiros mesmo sabendo que estão indo contra a lei do homem e a lei de Deus”, desabafa o ambientalista.


Se você tem conhecimento de algum crime ambiental denuncie, ligue para Linha Verde 0800 61 8080, e-mail: linhaverde.sede@ibama.gov.br, ou denucie através do e-mail: aramy.fablicio@gmail.com, telefones: (83) 9955.5534 ou 8868.7218.



* Edimilson Camilo - Jornalista.



       



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Comentário(s)

Hoje durante a chuva caiu um aqui na minha casa e eu nao sei o dar pra ele comer. e nem sei onde solta-lo pq eu acho q ele é filhote. E agora?.

 Marcelo | marcellolirabraga@hotmail.com | Cajazeiras/PB
09.05.2013   -  23:49


Que pena o azulao esta correndo o risco de estinçao.

 Vinicius | vi@hotmail.com | Pesqueira/PE
08.08.2012   -  17:00


PARABÈNS AOS AMIGOS QUE FAZEM O CONCEITUADO JORNAL, OBEABADOSERTÂO. VI VÀRIOS COMENTÀRIOS, MAS È UMA PENA QUE AS FUTURAS GERAÇÔES NÂO VÂO VER EXEMPLARES SEQUER EM GAIOLAS APRISIONADOS , APENAS ATRAVÈS DE RETRATO E O CANTAR DO AZULÂO NORDESTINO ATRAVÈS DE CD. AS POLITÌCAS AMBIENTAIS NÂO FUNCIONAM. AS PESSOAS SÂO CULPADAS, POIS EM QUASE TODA CASA NO BRASIL TEM ANIMAIS SILVESTRES APRISIONADOS, ENTÂO O ERRO COMEÇA PELA SOCIEDADE CIVIL, QUE CONTINUA A ALIMENTAR O TRÀFICO DE ANIMAIS. O QUADRO DO AZULÂO NORDESTINO È IRREVERSIVÈL. COMO COSTUMO FALAR QUE È A AVE CONDENADA A EXTINÇÂO . AQUI VAI UM GRANDE ABRAÇO PARA MEU AMIGO HELDER E TODOS QUE FAZEM O JORNAL OBEABADOSERTÂO. Ambientalista ARAMY FABLICIO. SITE : WWW.ARAMYFABLICIO.COM

 Ambientalista ARAMYFABLICIO | ARAMY.FABLICIO@GMAIL.COM | FAGUNDES/PB
24.05.2012   -  21:35


Quero diante mão abrir os olhos dos ambientalista quanto não só quanto ao predadores mas também p os latinfundiarios de cana de açuca que destruiram não so o azulão do litoral curio e outros exterminando assim milhões destas especies que deveriam ser mutado severamente e hoje muitos criadores de azulão nascido em cativeiro de joão pessoa procuram ser verdadeiros soldados do Ibama no combate a caça deste animal de nossa falna, ainda existem setores que propociona belicimo espetaculo na natureza de nossa Paraiba agora mais que nunca tem que ser presevado pois é um dos passaros de mais fibra da natureza.

 Damião | damiao_rs@hotmail.com | João Pessoa/PB
28.07.2011   -  17:48


Eu gosto muito de criar passaros, pois não acho nada contra quem cria, mais sou contra as pessoas que diz que cria mais não dá vitamina, não limpa as gaiolas, não passeia com eles, não botam agua e nem comidas, esse sim eu sou contra. Esse é minha opnião.

 Augusto | augustosilva29@hotmail.com | Camaragibe/PB
27.01.2011   -  13:41


Estive a trés anos na Paraíba, fiquei muito triste não vi uma pintassilgos no sitio dos meus familiares, pois elas andavam em rebanhos, andei pela feiras e também não encontrei acho que também que essas especie já sumiram, não existe mais nem em gaiolas, é triste!.

 JOSE REGINALDO GOMES BATISTA | josereginaldogomesbatista@gmail.com | Porto Velho/RO
26.01.2011   -  01:31


Esse alerta serve para vários pássaros de nossa fauna, não só o azulão! Diversos outros animais que vivem nos últimos fragmentos de matas correm esse risco. Infelizmente, esse é apenas um triste exemplo da ignorância e maldade dos seres humanos. Triste fim.

 Petrúcio Medeiros | petruciomedeiros@ig.com.br | João Pessoa/PB
17.01.2011   -  18:42


Quando criança eu ficava revoltado com os pintassilgos, azulões, canários, arapongas e outros pássaros aprisionados em gaiolas e que faziam parte da decoração de um bar na cidade de Sousa, ficava perplexo com aquela cena, o meu discurso se perdia entre os amigos, cheguei até tomar uma surra porque soltei alguns pássaros que eram aprisionados por um vizinho. Acredito que as feiras de pássaros ainda continuam nas cidades desse país, nunca fui fã da decoração do BAR DO FIRMO. Abraço!!!.

 Francisco Rodrigues | rodrigues.comercial@bol.com.br | São Paulo/SP
09.01.2011   -  12:32


É MUITO TRISTE, IMAGINAR QUE EM BREVE O AZULÃO DO NE DEIXARÁ DE EXISTIR. PARABÉNS PELA BRILHANTE INICIATIVA. VAMOS SALVAR O AZULÃO DO NE.

 BÓ LUCENA | bolucena@oi.com.br | JOÃO PESSOA/PB
04.01.2011   -  17:24




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