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Secretaria apresenta balanço de prisões e apreensões de drogas em 2008

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João Pessoa(PB) – De janeiro a junho deste ano, 37 traficantes foram presos e ainda 123 kg de maconha, dois quilos de crack, meio quilo de cocaína, além de outras drogas como comprimidos e anabolizantes foram apreendidos pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes(DRE).

Em abril, a especializada foi responsável pela maior apreensão de crack da Polícia Civil da Paraíba este ano: dois quilos. Já em janeiro, foram 105 Kg de maconha, a maior do Estado até então.

O trabalho, desenvolvido com apoio da Polícia Militar, tem como foco a região metropolitana da Capital, a qual é composta por 20 municípios, entre a grande João Pessoa e Litorais Sul e Norte.

Segundo o delegado Walter Brandão, titular da DRE desde julho de 2007, a maioria das investigações é iniciada através de denúncias anônimas. “Trabalhamos com base em informações de vítimas e colaboradores da polícia, aprofundadas por nossos investigadores, dos militares, por desdobramentos e evidências de outros crimes”, explica Brandão, reforçando a tese de que a polícia tem trabalhado de forma integrada.

De acordo com levantamentos da delegacia, as regiões mais críticas quanto ao tráfico de drogas em João Pessoa são os bairros de Mangabeira, Geisel, São José, Valentina e Mandacaru. Também são destaques as cidades de Bayeux, Santa Rita e ainda Mamanguape e Baía da Traição, no Litoral Norte, e Pitimbu, no Litoral Sul.

Quanto ao tipo de droga, a mais comercializada atualmente pelos traficantes é o crack”, afirma o delegado. Segundo ele, de dez apreensões realizadas pela DRE, nove são desse tipo de entorpecente. “A droga geralmente advém dos estados do Acre, Rio Grande do Norte e São Paulo, por via rodoviária, através de transportes coletivos ou clandestinos, e também camuflada entre cargas”, acrescenta.

Já sobre o perfil dos traficantes, Walter Brandão revela que geralmente são homens, de idade entre 13 e 25 anos, apesar de nos últimos anos ter sido verificado um aumento considerável de registros envolvendo mulheres autuadas em flagrante, tanto comercializando, quanto usando drogas.

É Interessante salientar que os traficantes usuários estão perdendo a credibilidade, dando lugar àqueles que, conscientes do quão é nocivo o consumo de entorpecentes, apenas comercializam o produto”, diz o chefe da especializada.

Para a autoridade, o combate à comercialização de drogas é essencial para a diminuição da prática de crimes hediondos. “A venda das drogas patrocina e incentiva esse tipo de ação criminosa. Muitos homicídios, por exemplo, estão ligados ao tráfico, ou pela disputa de pontos de venda ou por cobrança de dívidas”, conta o delegado.

A DRE ainda participa de operações em conjunto com as delegacias distritais da Capital e com outras delegacias especializadas, tais como Grupo de Operações Especiais(GOE), Delegacia de Vigilância Geral(DVG), Delegacia de Crimes contra a Pessoa(Homicídios) e Delegacia de Crimes contra o Patrimônio(Roubos e Furtos). “Além disso, sempre contamos com o auxílio da Gerência de Inteligência da Polícia Civil”, acrescenta o delegado.

Benefícios
Em atenção especial ao combate às drogas, o secretário da Segurança e da Defesa Social, Eitel Santiago, nomeou quatro Agentes de Investigação e um novo Escrivão de Polícia para comporem a equipe da especializada, agora com nove pessoas.

Além disso, a delegacia foi beneficiada com o recebimento de três novas viaturas, todas descaracterizadas, pistolas. 40, uma metralhadora 9mm, munição e coletes à prova de balas.

Para Eitel, o trabalho desenvolvido pela DRE é resultado do trabalho conjunto realizado pelas polícias, como também do empenho do Governo do Estado em favorecer condições de trabalho para que os agentes de segurança possam prevenir e desvendar crimes em toda a Paraíba.

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