SALVADOR(BA) – Sempre preocupados com as questões relevantes do país, mais de 100 mil maçons estiveram reunidos em Salvador, no último dia 15, participando da XXXVII Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), evento nacional que congregou 2.557 Lojas Maçônicas.
Os maçons discutiram temas recentes e de forma colegiada chegaram a pontos de consenso, definindo posicionamentos enumerados na Carta de Salvador, documento assinado pelos grão-mestres de todos os Estados da Federação.
No primeiro ponto da Carta, os maçons declaram “apoio incondicional ao movimento moralizador desencadeado pela Justiça Eleitoral no sentido de impedir a participação, a partir desta eleição, de candidatos processados por macular princípios éticos que devem nortear aqueles que aspiram ao exercício da função pública”.
Através do documento, a CMSB convoca todos os maçons e a sociedade em geral a assumir uma atitude crítica, aderindo ao movimento e não votando nos candidatos que, apesar de processados, conseguiram seu registro de candidatura, “como forma de bani-los, vez por todas, do cenário político e fazendo, desse ato, marco fundamental de moralização para a vida pública nacional”.
Os grão-mestres encorajam a Maçonaria Brasileira e às demais instituições comprometidas com a cidadania e os interesses do país a pressionarem os membros do Congresso Nacional para que não homologuem a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em setembro de 2007. De acordo com a Carta, esse documento viola o princípio constitucional do país e atinge a soberania nacional.
A Confederação manifesta sua confiança no Supremo Tribunal Federal na questão relativa à área indígena “Raposa Terra do Sol”, em Roraima, crendo que o STF decidirá por preservar o princípio de defesa da soberania do país sobre aquela unidade da Federação. Segundo a Carta, essa postura evitará “a demarcação de território contínuo e fronteiriço, que somente atenderá a entidades descompromissadas com o interesse nacional”.
Por fim, os representantes da Maçonaria Brasileira demonstram sua preocupação com o despovoamento de nossas fronteiras amazônicas que está acontecendo, conforme o documento, de maneira gradativa e incentivada, “a pretexto da criação de unidades de conservação ambiental e/ou indígena, restringindo o ingresso de brasileiros, e com a ausência do poder público, exceto a do Exército Brasileiro, mesmo desprovido dos meios necessários para o exercício de suas mais elementares funções constitucionais”.
