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Peugeot é alvo de ação da PF e da Receita Federal

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Fiscalização em fábrica no Rio e em concessionária de Londrina identifica sonegação de IPI em 900 carros

Rio de Janeiro(RJ) – Auditores da Receita Federal no Rio e em Londrina (PR), e equipes da Polícia Federal cumpriram ontem mandados de busca e apreensão de documentos na fábrica da Peugeot Citroën, em Porto Real, região Sul do estado do Rio, e em uma concessionária da marca na cidade paranaense. A montadora é suspeita de sonegar impostos, como o Imposto sobre Importação de Veículos(IPI), em 900 carros modelo Peugeot 407, que custa R$ 140 mil no Brasil.

Segundo a Receita, os veículos eram importados como se fossem para uso da empresa no país e para testes em concessionárias. Os carros, porém, tinham outro destino: eram revendidos no mercado.

De acordo com o delegado adjunto da Receita Federal em Londrina Davi José de Oliveira, uma denúncia feita e encaminhada pelo Ministério Público Federal na cidade levou a Receita e a Polícia Federal a iniciarem a investigação.

Pela investigação, identificamos que os veículos eram importados e identificados pela empresa como ativo imobilizado, ou seja, para uso próprio, o que a isenta de pagamento de IPI. Todos os carros eram emplacados em Porto Real, no Rio, e seguiam para concessionárias como veículos de teste e exposição, por meio de contrato de locação com as concessionárias – explicou.

Segundo Oliveira, o contrato era um meio de colocar o veículo à venda para clientes das concessionárias: – O comprador do automóvel tinha que usar um certificado de veículo em nome da empresa no Rio e não poderia fazer a transferência do veículo por um prazo mínimo de três meses. Verificamos que os carros de exposição não estavam na concessionária e que as multas recebidas iam para Porto Real.

Ainda segundo o delegado, dos 900 veículos em situação irregular, 80 foram para Londrina.

A investigação continuará nas demais concessionárias da marca no país.

Por meio de nota, a Peugeot Citroën do Brasil informou que está colaborando com as investigações e que segue todas as normas legais de importação.

* Fonte: Fenapef com O Globo

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