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Areia recebe mostra sobre Machado de Assis

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Areia(PB) – A programação do XI Festival de Artes de Areia conta com 06 exposições que vão da fotografia, passando pelas artes plásticas até a literatura. E entre na área da letra, além de Clarice Lispector e Mário Quintana, o evento lembra também o centenário de morte do cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico, tradutor e ensaísta Joaquim Maria Machado de Assis.

A visitação vai desta quarta(05Nov2008) até domingo(09Nov2008), das 07h00m às 11h30m, das 13h00m às 17h00m e das 19h00m às 21h30m, na Escola Estadual Ministro José Américo de Almeida, que está funcionando no Seminário, onde será exibido o filme O Enfermeiro, baseado no conto do escritor fluminense. Neste período, os alunos poderão aprender mais e de maneira interativa sobre a vida e obra do escritor, já que a exposição serve de auxílio ao que os alunos aprendem dentro da sala de aula.

Em parceria com o SESC-PB, a exposição "100 anos sem Machado de Assis" reúne 12 painéis expositores 1,50 x 1,00 metros, onde são relatadas passagens da vida do escritor, além de detalhes ricos sobre sua obra, que contabiliza mais de 20 livros e uma vasta quantidade de contos publicados. A exposição apresenta passagens da vida do escritor, que é considerado um dos patrimônios culturais mais importantes, cujos livros conduzem para questões universais dentro da vasta complexidade humana.

Ele foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, também chamada Casa de Machado de Assis, sendo seu primeiro presidente, e é tido, por muitos, o melhor escritor brasileiro de todos os tempos, além de um dos melhores escritores do mundo, enquanto romancista e contista. Suas crônicas não têm o mesmo brilho e seus poemas têm uma diferença curiosa com o restante de sua produção: ao passo que na prosa Machado é contido e elegante, seus poemas são algumas vezes chocantes na crueza dos termos – similar talvez à de Augusto dos Anjos.

"Seus olhos que brilham tanto, que prendem tão doce encanto, que prendem um casto amor, onde corre rara beleza…" Este trecho do poema Ela, primeiro trabalho literário, escrito quando Machado tinha 15 anos de idade, é o início da arte de escrever de um dos maiores intelectuais do País. Machadinho – como o chamavam –, que era canhoto, tinha saúde frágil, epilético, gago e por ser filho de família humilde, que morava agregada no Rio de Janeiro, não freqüentou a escola regular, mas como a madrasta era doceira num colégio, fez contato com professores e alunos, que, provavelmente, o levou a assistir aulas quando não estava ajudando na venda de doces. Como autodidata aprendeu francês, inglês e alemão, incluindo em seu currículo a atividade de tradutor.

O exímio jogador de xadrez, Machado de Assis, iniciou sua carreira profissional trabalhando como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial, colaborando nos jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista. Com a aposentadoria do cargo de diretor do Ministério da Viação e Obras Públicas, passa a dedicar-se com mais comodidade à carreira literária. A morte de Carolina Augusta Xavier de Novais, sua esposa desde 1869, faz Machado escrever um de seus melhores poemas, Carolina. Muito doente, solitário, e triste, depois da morte da esposa, Machado morre em 29 de setembro de 1908, na sua velha casa no bairro carioca do Cosme Velho.

Principais romances: Ressurreição(1872); A mão e a luva(1874); Helena(1876); Iaiá Garcia(1878); Memórias Póstumas de Brás Cubas(1881); Casa Velha(1885); Quincas Borba(1891); Dom Casmurro(1899); Esaú e Jacó(1904); e Memorial de Aires(1908).

* Com Ana Clara Maia.

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