Brasília(DF) – O Senador Efraim Morais(DEM) é acusado de desviar quatro funcionários comissionados do Interlegis, sistema de inclusão digital do Legislativo executado pelo Senado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID), para o seu gabinete, segundo revela o site Congresso em Foco.
De acordo com informações no referido site, dois deles trabalhavam para o senador, que também preside o Interlegis, em seu escritório político, em João Pessoa, e nunca chegaram a exercer a função no projeto.
"O ex-servidor João Brito de Góis Filho atuava como advogado do partido do primeiro-secretário no Tribunal Regional Eleitoral(TRE) da Paraíba.
Já Fabiano Xavier da Nóbrega, é o chefe do setor de pessoal da prefeitura de São Mamede(PB). A cidade é comandada pelo prefeito Pedro Barbosa de Andrade(DEM), também correligionário de Efraim. Na mesma prefeitura, o irmão do senador, Joácil Morais, presta serviços como médico contratado. O MPF ainda investiga a situação de Fabiano, que recebia do Interlegis ao mesmo tempo em que tinha vencimentos pagos pela prefeitura de São Mamede.
Os outros dois funcionários desviados do Interlegis para atender o gabinete do 1° secretário são Jovino Pereira Nepomuceno Neto e Andressa de Azambuja Alves. Nepomuceno Neto é filho do ex-prefeito de Barra de Santa Rosa(PB), Alberto Nepomuceno, que também é filiado ao DEM. Nepomuceno comandou a cidade sob influência política de Efraim Morais entre 2000 e 2004. Andressa é filha do líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves(PMDB-RN). Ela também confirmou em depoimento o desvio de sua função em favor de Efraim Morais".
Informações no site afirmam que um dia após a publicação da reportagem Efraim exonerou seus "apadrinhados" acima elencados.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal(MPF-DF) denunciou a contratação de funcionários comissionados para o Interlegis. A ação civil pública com pedido de liminar já tramita na 22ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.
