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Adesão ao tratamento da Aids é debatida em evento

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João Pessoa(PB) – O conjunto de procedimentos e orientações necessárias para o atendimento às pessoas vivendo com HIV/Aids feitos pelos profissionais de saúde foi o centro das discussões na tarde desta quinta-feira(27Nov2008), no I Seminário Municipal de Adesão ao Tratamento da Aids e Co-infecção, realizado pela Prefeitura de João Pessoa(PMJP) por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Netuanah Hotel, no bairro do Cabo Branco. A discussão acerca da construção de políticas públicas de adesão ao tratamento de HIV/Aids consiste em envolver os profissionais de saúde no acolhimento às pessoas acometidas do vírus e sua conseqüente adesão ao tratamento com anti-retrovirais.

A infectologista do Hospital Universitário(HU) Lauro Wanderley, Joana D’Arc Frade, elogiou a iniciativa de envolver diversos segmentos para discutir a problemática e ressaltou a importância dos profissionais de saúde da atenção básica no acolhimento de pessoas vivendo com HIV/Aids. “É extremamente importante a descentralização das ações de prevenção e é necessário discutir a adesão tanto das pessoas que vivem com o vírus da Aids como dos profissionais de saúde na defesa do tratamento. A adesão é extremamente importante porque permite que as pessoas vivam mais e com mais qualidade, embora tenham o vírus HIV/Aids”, enfatizou.

Prevenção
A adesão é um processo dinâmico que abrange fatores físicos, psicológicos e sociais e que requer a disposição do paciente em levar adiante o tratamento, bem como os serviços públicos de saúde oferecidos a partir de um olhar multidisciplinar para esses casos. O coordenador da Seção de DST/Aids do município, Roberto Maia, reforçou que o seminário é um aceno da gestão em atuar permanentemente na ação de prevenção em toda a rede de saúde municipal. “Estamos discutindo quais são as políticas públicas em rede para que o usuário consiga ser atendido e realize o tratamento e o profissional de saúde disponha de conhecimentos sobre a rede especializada, para que possa encaminhar essas pessoas corretamente”, disse.

Testagem rápida
A preocupação com a qualidade do atendimento se deve também à implantação, a partir de janeiro de 2009, do serviço de testagem rápida para o HIV nos Centros de Atenção Integral da Saúde(Cais) de Cruz das Armas, Mangabeira e Cristo, além das Unidades de Saúde da Família(USFs) do bairro dos Ipês e São José. Neste caso, o serviço será disponibilizado inicialmente para gestantes, pessoas vítimas de violência sexual, caminhoneiros, profissionais do sexo, profissionais de saúde que sofreram acidentes de trabalho e integrantes da população de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros(LGBT).

Doenças oportunistas
Além do preconceito social, as pessoas que vivem com o vírus HIV/Aids enfrentam os problemas com as doenças oportunistas, as chamadas co-infecções, e impactos da lipodistrofia, que implica na redução de tecido adiposo em partes do corpo como rosto e pernas e, por outro lado, o acúmulo do mesmo material em partes como abdômen. Devido a isso, o Ministério da Saúde está investindo em procedimentos cirúrgicos para reduzir o impacto estético e físico nessas pessoas.

O tratamento à base de aplicação de polimetil para preenchimento na fase já está sendo feito no Hospital Clementino Fraga. No Hospital Universitário Lauro Wanderley até o segundo semestre de 2009, a unidade de saúde realizará aplicação de prótese de silicone para a região das nádegas, lipoaspiração abdominal e redução da mama.

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