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Paraíba contará com primeiro crematório do Estado

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João Pessoa(PB) – A capital do Estado se prepara para a chegada de um serviço funerário diferenciado a partir de Fevereiro/2009, quando acontecerá a inauguração do terceiro crematório do Nordeste, um empreendimento da empresa e Velórios e Crematórios "Caminho da Paz", que anuncia o início de suas atividades focada na qualidade da prestação de serviço de velórios inovando oferecendo o serviço de cremação.

O Crematório pessoense da empresa "Caminho da Paz" –  segundo informação da assessoria de imprensa do empreendimento  – irá funcionar apoiado por profissionais especializados, serviços de velórios, cremação e apoio com a documentação exigida, estrutura diferenciada, preços acessíveis e respeito aos clientes, oferecendo columbários nas dependências da capela ecumênica e também no jardim.

O Crematório Caminho da Paz, disponibiliza para aos seus clientes apoio religioso, médico e psicológico sempre que necessário. Na região do Nordeste apenas as cidades de Fortaleza/CE e Salvador/BA possuem crematórios e agora este serviço chega à Paraíba.

O Processo de Cremação
Após a cerimônia do velório, o corpo é colocado no forno crematório que atinge cerca de 800°C onde é expelido apenas vapor de água, livre de odores. O processo completo dura cerca de 3 horas. Após este período as cinzas são recolhidas através de um recepiente próprio e são disponibilizados à família,  de acordo com o desejo destas.

É recomendado que as pessoas que desejam ser cremadas providenciem a documentação em vida, como a "Declaração de Vontade", que é um documento simples, registrado em cartório, informando que deseja que seus restos mortais sejam cremados.

Discursões sobre religiosidade, crenças e cultos
A prática da cremação surgiu na antiguidade entre os escandinavos, que acreditavam que a cremação liberava o espírito de seu invólucro carnal e evitava que o morto pudesse causar algum mal aos vivos. Em Roma, talvez devido ao ritual adotado para queimar os soldados mortos, para que estes voltassem a sua terra natal, a cremação virou símbolo de prestígio social.

A Igreja Católica autoriza a cremação desde 1963, desde que não seja para desafiar a fé e descrer na ressurreição. No passado a cremação foi várias vezes condenada pela Igreja, por estar relacionada com a crença de que com a morte tudo termina no nada; e também porque era uma burla ao costume cristão da sepultura. Esta mentalidade mudou.

A piedade cristã exige que tanto na cremação como na sepultura sejam respeitadas as almas e os ritos sejam abertos a esperança da ressurreição.

A Igreja reconhece que a cremação hoje "é com freqüência pedida, não por ódio contra a Igreja ou contra os costumes cristãos, senão somente por razões higiênicas, econômicas ou de outro gênero, de ordem pública ou privada"; (Instrução da Congregação do Santo Ofício). Em outras palavras, se autoriza a cremação porque contribui com a higiene e a saúde pública, e porque já resolve as crescentes necessidades de espaço nos cemitérios das cidades.

Assim como os católicos, a Igreja Batista não faz objeção à cremação, salientando que o importante é a alma e não o corpo.

Os espíritas acreditam que quando a morte chega, o que fica são apenas as coisas materiais, nada se leva para a vida espiritual, a não ser as qualidades morais, éticas, os conhecimentos e os valores humanos. O corpo é a morada do espírito, quando ele está encarnado(vivo), então quando o espírito deixa o corpo este corpo não tem mais serventia para o espírito por isso não há restrições à cremação.

Mórmons
Para os Mórmons o corpo é sagrado enquanto há vida, não existe adoração ao corpo após a morte. Eles afirmam ainda que vivem sobre a lei de Deus e dos homens e por não haver impedimento bíblico nem legal os Mórmons deixam seus seguidores à vontade para escolher pela cremação ou sepultura.

Budistas
Os Budista acreditam que a cremação é a forma mais higiênica de destinação de um corpo após a morte. No Japão, trata-se de uma prática milenar preferida pela maioria da população, que também tem a opção de enterrar seus mortos.

Na cremação os corpos são velados normalmente, a diferença é que não há cortejo para enterro. Após a cremação, que dura cerca de 2 horas, as cinzas são entregues a família e esta decide se pretende levá-las para casa, lançadas em algum lugar – como o mar ou jardins ou até mesmo deixa-las no Columbário – ambiente próprio para armazenamento das cinzas.

Judeus
O Judaísmo é uma das poucas religiões que permite apenas o enterro. Em obediência ao Torá, onde D’us diz a Adam: "Retornarás ao solo, pois foi do solo que foste feito" (Bereshit 3:19). O Judaísmo não somente proíbe expressamente a cremação, como insiste num enterro muito simples diretamente no chão.

Maometanos
Os maometanos condenam a cremação baseado no Corão, livro sagrado dos Maometanos, onde diz que logo após a morte de um fiel o seu cadáver é colocado no sepulcro; a alma fica doravante a vaguear em torno deste. Então dois anjos, Mountar e Nakir, apresentam-se ao falecido, que se levanta no túmulo; interrogam-no sobre as suas obras na terra. Portando, de acordo com o credo, a cremação impediria que isso acontecesse.

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