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Explosão na PF mata três peritos e deixa um ferido

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Manaus(AM) – Uma explosão no laboratório de perícia na sede da Polícia Federal em Manaus(AM) deixou três peritos mortos e um feridos na tarde da sexta-feira(27Fev2009). Dos mortos, dois ainda foram internados em estado grave no Hospital e Pronto Socorro "28 de Agosto". Ambos passaram por uma cirurgia na noite do acidente. O outro foi levado para o Hospital do Câncer de Manaus.

A explosão, que foi seguida de um incêndio, aconteceu por volta das 17h30m(horário local). O laboratório fica no setor técnico. A carceragem e as salas dos delegados não chegaram a ser atingidas.

A PF investiga o motivo da explosão. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital e Pronto Socorro "28 de Agosto", um dos peritos já chegou morto.

Corpo de perito morto é sepultado em Pernambuco

O corpo do perito Maurício Barreto da Silva Júnior – vítima da explosão no laboratório no prédio da sede da Polícia Federal em Manaus(AM) – foi enterrado na manhã deste domingo no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na região metropolitana de Recife(PE).

Familiares e amigos da vítima se reuniram durante a madrugada no mesmo local para velar o corpo. O perito morreu por volta das 14h0m (horário de Brasília) de no sábado(28Fev2009). Ele passou por cirurgia na sexta-feira(27Fev2009), mas não resistiu aos ferimentos. O perito estava internado desde a noite da última sexta.

Além de Maurício, outros dois peritos – Max Neves Nunes e Antônio Carlos de Oliveira – também estavam no laboratório no momento da explosão. Um quarto perito ficou ferido.

Nunes morreu na tarde de sábado. A equipe médica do Hospital "28 de Agosto" realizou uma cirurgia no paciente na sexta e disse que fez tudo que era possível para tentar salvar a vida da vítima. Seu corpo foi para Santarém, no Pará, onde será enterrado.

O corpo de Oliveira – morto na sexta-feira – foi velado na Câmara Municipal de Manaus e enterrado na cidade na tarde de sábado. Ele também foi levado ao hospital e morreu na sexta-feira.

Ferido
O perito Marcos Antônio Mota Ferreira, que estava em uma sala ao lado no momento da explosão no laboratório da Polícia Federal em Manaus(AM) na sexta (27), também ficou ferido, e recebeu alta após ser medicado.

Ele disse que não lembra de muitos detalhes do acidente que matou três pessoas e o deixou ferido.

"Foi tudo muito rápido na hora da explosão. Tudo ficou escuro, tudo estava caindo, os objetos caindo, a divisória da parede explodindo, é só o que eu me lembro", disse Ferreira.

Durante a entrevista, Ferreira demonstrou dificuldade na fala. Ele disse que sofreu lesões nas costas, na perna e no peito e se recupera dos ferimentos em casa.

Acidente
A explosão, que foi seguida de um incêndio, aconteceu por volta das 18h30. Segundo a Polícia Federal, os peritos trabalhavam em uma carga apreendida no momento da explosão.

O laboratório fica no setor técnico. A carceragem e as salas dos delegados não chegaram a ser atingidas.

A perícia no local da explosão está a cargo da Polícia Civil e da PF no Estado. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho.

Explosão pode ter sido armadilha, diz associação
O artefato que explodiu ao ser manuseado por peritos da Polícia Federal(PF) em Manaus(AM), no início da noite desta sexta-feira, pode ter sido uma armadilha, disse Octavio Brandão Caldas Netto, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais(APCF). A explosão deixou três mortos e um ferido.

Segundo Netto, esta possibilidade somente poderá ser comprovada após a conclusão dos trabalhos periciais. A perícia no local da explosão está a cargo da Polícia Civil e da PF no Estado. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho.

"Pelo que fui informado, o cilindro que explodiu havia despertado suspeitas de funcionários dos Correios de Manaus. Eles o furaram e encontraram um pó. Realizaram então, como é de praxe, um teste preliminar para identificar cocaína, e o resultado foi positivo. Em seguida encaminharam o cilindro à Superintendência da PF no estado", explicou o presidente da APCF.

A explosão ocorreu quando os peritos do setor técnico-científico da PF de Manaus manuseavam o cilindro.

"Foi uma explosão fortíssima, que matou o colega Antônio Carlos Oliveira, um perito com 14 anos de experiência na atividade. Pode ter sido uma armadilha, mas é ainda necessário apurarmos para esclarecer se o motivo da explosão foi uma bomba ou um gás inflamável", disse Brandão.

Colega de turma de Oliveira durante o curso de formação para peritos, o diretor técnico-científico da PF, Paulo Roberto Fagundes, está a caminho de Manaus juntamente com peritos do Instituto Nacional de Criminalística(INC) e com o diretor geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

"Montamos uma equipe de sete peritos que analisarão o local, e só teremos informações embasadas a partir da próxima semana. Portanto é cedo para qualquer tipo de conclusão", disse Fagundes momentos antes de embarcar para Manaus.

O perito Marcos Antônio Mota Ferreira estava em uma sala ao lado no momento da explosão e teria sofrido apenas ferimentos leves. Ele ainda está sob observação.

"É um fato lamentável, decorrente do risco que sempre corremos ao exercer nossas atividades", declarou Brandão.

 

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