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Aécio Neves encerra pregão da Bolsa de Valores de Nova York

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Nova York(EUA) – O governador Aécio Neves participou nesta quinta-feira(11Junho2009), na Bolsa de Valores de Nova York(NYSE), da tradicional cerimônia do “Closing Bell”, fazendo o toque do sino que marca o fechamento das atividades diárias da bolsa. O evento foi em homenagem à Companhia Energética de Minas Gerais(Cemig), por seu desempenho no mercado internacional, em que se destaca como uma das empresas brasileiras mais bem cotadas e negociadas. Nesta quinta-feira(11), as ações da Cemig subiram 3,5% no pregão de Nova York. As imagens do encerramento do pregão de Nova York foram transmitidas para os mercados financeiros de todo o mundo.

“Participar dessa cerimônia é um privilégio para uma empresa brasileira e mineira, que por nove anos consecutivos recebeu o prêmio Dow Jones de Sustentabilidade. Isso signfica mais investidores, mais confiança na empresa, gera renda, gera empregos, e receita não apenas para Minas, mas para o Brasil”, declarou Aécio Neves.

O governador afirmou que a Cemig trabalha para se consolidar como uma das três maiores empresas da América Latina no setor de energia. A empresa tem suas ações negociadas na Bolsa de Nova York, na Europa(Latibex), além da Bolsa de Valores de São Paulo. O seu desempenho nos últimos anos fez com que o valor de mercado da Cemig passasse de R$ 4 bilhões para R$ 20 bilhões.

“A Cemig é hoje compradora, é uma empresa que está no mercado adquirindo ativos, exatamente em benefício da população de Minas Gerais e do Brasil e também aos investidores. Tivemos uma reunião ontem(quarta-feira/10Jun2009) com cerca de 200 investidores, e o interesse pela Cemig é muito grande”, disse o governador.

Aécio Neves destacou a posição privilegiada da Cemig, que há nove anos consecutivos tem suas ações listadas no Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Durante a Conferência Latino-Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade, em 2007, foi eleita a melhor empresa com iniciativas de preservação ambiental com reflexos sociais. Aécio Neves foi presenteado com uma réplica do martelo da Bolsa de Valores de Nova York, e uma medalha em homenagem à Cemig.

“Isso significa que além de gerar divisas para o país, além de investir na melhoria da qualidade de energia que chega à casa dos brasileiros, estamos cumprindo com tudo o que devemos cumprir do ponto de vista da sustentabilidade, da questão ambiental. A Cemig hoje é referência na questão ambiental. Temos mais de 30 usinas que são administradas pela Cemig e todas elas têm um rigor enorme no que diz respeito ao meio ambiente. É uma sinalização, acho eu, para o Brasil do futuro. Não há como atuar numa área, muito menos na área de energia, sem que a questão fundamental seja a sustentabilidade”, disse Aécio Neves.

Taxa de juros
Durante entrevista a jornalistas, em Nova York, Aécio Neves comentou sobre a decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros da economia(taxa Selic), em um ponto percentual, para 9,25% ao ano.

“Estão correndo atrás do prejuízo. Num determinado momento, em que inúmeras atividades econômicas estavam fragilizadas, setores até se inviabilizaram, não houve essa ousadia, que eu, agora, aplaudo. Isso poderia, a meu ver, ter ocorrido talvez entre outubro e novembro do ano passado, com efeitos ainda mais positivos na economia. Mas é algo que precisa ser saudado, tem de ser aplaudido”, afirmou Aécio Neves.

O governador afirmou que se a redução maior dos juros tivesse acontecido antes, o Brasil talvez não tivesse entrado em recessão técnica, que é caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto(PIB).


“Se nós tivéssemos um corte mais ousado de 1%, seguido talvez até de um outro na mesma proporção, entre outubro e novembro, muito provavelmente o Brasil teria escapado do que você chama de déficit técnico, recessão técnica. Vamos esperar que esta medida possa ter um efeito a partir do segundo semestre para que possamos, quem sabe, terminar o ano pelo menos zerando essa relação sem déficit”, disse Aécio Neves.

Queda do PIB brasileiro


O governador Aécio Neves afirmou na quarta-feira(10Junho2009), em Nova York(EUA), que não há motivos para comemorar o fato de a economia brasileira ter caído menos que o esperado no primeiro trimestre deste ano. No início da semana, o IBGE divulgou retração de 1,8% do Produto Interno Bruto(PIB) nos primeiros três meses de 2009, em comparação ao mesmo período do ano passado. Analistas de mercado projetavam queda de 1% a 2% do PIB no período.

“Vamos ser otimistas para que o segundo trimestre possa ser melhor que o primeiro. Mas não dá para comemorarmos números que mostram tecnicamente que o país está em deflação. Temos setores da economia, no caso de Minas, que ainda não apresentaram uma recuperação expressiva, como por exemplo o setor siderúrgico. Há a expectativa do governo de que possa haver, ao final do ano, um crescimento talvez de 1%. Pelo menos esse tem sido o discurso do ministro Guido Mantega. Vamos torcer para que ele ocorra”, declarou Aécio Neves em entrevista, durante visita à Bolsa de Valores de Nova York(NYSE).

Cemig Day
Aécio Neves reuniu-se com diretores da Bolsa de Valores de Nova York(NYSE). O encontro fez parte da programação do “Cemig Day”, dia em que a companhia de energia mineira foi personagem de destaque em todas as atividades da bolsa.

Nesta quinta-feira(11Junho2009), o governador participou da cerimônia do “Closing Bell”, fazendo o tradicional toque do sino marcando o fechamento das atividades diárias da NYSE, assistido pelos mercados financeiros de todo o mundo.

O vice-presidente da NYSE, Scott Cutler, recebeu o governador, juntamente com os diretores da bolsa, Alex Hibraim e Jeffrey Ewbank. “A NYSE tem muito interesse em ampliar as parcerias com as empresas brasileiras. A Cemig é um grande exemplo dessa parceria e o estreitamento de relações com a empresa e com o Governo de Minas é uma oportunidade de se buscar novas maneiras de trabalhar em conjunto”, disse Scott Cutler.

Durante o encontro com os diretores da NYSE, Aécio Neves falou sobre as perspectivas do setor de energia no Brasil e particularmente para a Cemig. “A visão que tenho, enquanto governador, enquanto acionista majoritário da Cemig, é de que o setor energético brasileiro tende a consolidar-se em torno de três ou quatro grandes grupos. E a Cemig aproveita o fato de estar capitalizada e de surgirem bons negócios no mercado, até mesmo em razão da crise, para estar na posição de ser uma das bases dessa consolidação”, disse o governador em entrevista a jornalistas locais.

Aécio Neves afirmou que a Cemig está atenta às novas oportunidades de negócios, a exemplo da recente aquisição do controle da empresa italiana Terna, que atua no Brasil como distribuidora de energia.

“É obvio que novos negócios, novas oportunidades que vierem a ser oferecidas à Cemig serão examinados pela empresa dentro do seu planejamento estratégico e de sua capacidade financeira”, afirmou o governador.

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