As travessuras quando criança e o medo de apanhar da avó ajudaram a fazer de Ramires um velocista. Jogador que mais correu da seleção nos últimos dois jogos na Copa das Confederações, o meio-campista revelou a origem de uma de suas especialidades.
"Desde novinho sempre corri, jogando bola ou quando aconteciam algumas coisas diferentes. Quando você é moleque, travesso, faz umas "artes" e tem que correr. Eu corria para não apanhar da minha avó, corria de cachorros", contou o descontraído meio-campista.
A velocidade que o ajudou a evitar palmadas da avó Tereza hoje faz de Ramires um dos destaques da seleção. No quesito corrida, ele está alta. Nas vitórias por 3 a 0 sobre Estados Unidos e Itália, ele percorreu a maior distância em campo entre os brasileiros. "Quando era criança, tudo que eu fazia era correndo".

Mas não é só sua agilidade que tem agradado ao técnico Dunga(Foto). Ramires teve participação decisiva na Copa das Confederações. Ele esteve envolvido nos três gols brasileiros anotados diante dos Estados Unidos, em sua primeira experiência como titular do Brasil.
"O lance mais importante, mais legal para mim, foi o segundo gol contra os Estados Unidos. Foi o que mais gostei, particularmente", elegeu o camisa 18, referindo-se à jogada em que arrancou em velocidade pela direita e deu bela assistência para Robinho fazer 2 a 0.
Uma das três novidades de Dunga na última convocação(André Santos e Victor foram os outros estreantes), Ramires(Foto) foi quem teve maior sequência até agora. Dos cinco jogos disputados desde então, entrou em todos, incluindo as vitórias sobre Uruguai e Paraguai pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. "Está sendo um momento muito importante para mim, participei dos cinco jogos e fui titular em dois. É muito importante para minha permanência na seleção chegar e fazer um bom trabalho", avaliou Ramires, titular nas últimas duas partidas no lugar de Elano.