“Ação de Maranhão no STF inviabiliza manutenção dos 36 gabinetes parlamentares”
João Pessoa(PB) – O presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Arthur Cunha Lima (PSDB), denunciou, na manhã desta quinta-feira(09Julho2009), que o governador José Maranhão (PMDB) deflagrou uma campanha de retaliação contra o Poder Legislativo estadual. Arthur frisou que, “nesse processo de tirania, o atual governador deu um tiro no pé, no afã de atingir a Mesa Diretora e a oposição, quando ingressou com ação no STF”, para suspender a chamada verba de assistência social. È que, na mesma rubrica, estão as verbas de manutenção dos 36 gabinetes parlamentares.
Ele revelou que a ação do governador no Supremo Tribunal Federal inviabiliza o repasse das verbas dos 36 gabinetes parlamentares. “Eu não tenho como pagar e não vou pagar de outra forma, até que o governador reconheça que errou”, disse. Segundo Arthur, os repasses dos gabinetes, após recomendação do TCE para suspensão das verbas de assistência social, só foram possíveis porque a Mesa Diretora ingressou com efeito suspensivo às recomendações do conselheiro Fernando Catão e à publicação do acórdão.
O presidente disse que, com essas estratégias, “próprias de regime totalitário”, Maranhão tenta desestabilizar a atual Mesa, já que não se conforma com a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental(ADPF), impetrada no Supremo Tribunal Federal pela Assembléia Legislativa, “que pode lhe afastar sumariamente da chefia do Executivo”. Por outro lado, o presidente da Assembléia argumentou que Maranhão tenta também com essas ações intimidar a bancada de oposição e força-la a aprovar, sem qualquer critério, o pedido de empréstimo de R$ 191,5 milhões que quer contrair junto ao BNDES. “É um completo desrespeito ao Legislativo”, criticou.
Para Arthur, esses ataques do governador à Assembléia Legislativa já eram esperados, pelo seu modo “ditatorial” de não saber conviver com a oposição e, para isso, “conta com ajuda de determinados e conhecidos segmentos da imprensa”.
Arthur Cunha Lima revelou que, mesmo após a decisão unânime do plenário, que extinguiu a verba de assistência social, a Assembléia Legislativa do Estado cumprirá os pedidos de informação encaminhados pelo ministro do César Peluzzo. “Essas informações serão levadas ao STF, dentro do prazo de 30 dias, respondendo tudo o que foi questionado, com toda a legislação que regia a matéria e com as certidões exaradas pelo Tribunal de Contas do Estado”, informou.
