O Bê-a-bá do Sertão

Músico sousense é encontrado morto

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Sousa(PB) – O músico sousense Wellington Estrela de Lima(24), residente a Rua Nossa Senhora de Fátima, s/n, no bairro de São José, na cidade de Sousa, foi encontrado morto por volta das 05h00m da manhã da quarta-feira(29Julho2009), num terreno baldio localizado no bairro Frei Damião, próximo a linha férrea, na cidade de Sousa, apresentando uma perfuração com hemorragia na região lombar(costas), provavelmente um disparo de revolver.

Logo cedo Policiais Militares receberam a informação de populares dando conta de que encontrava-se no local um corpo em estado de rigidez cadavérica, num local com arbustos. De posse da informação, agentes da policia civil, da equipe do Delegado Silvio Bardasson Filho constataram o fato, passando de imediato a isolar a área. Próximo ao cadáver do baterista foi encontrada uma moto marca/modelo Honda Titan, placa MOL- 4633, de cor verde, intacta. Com levantamentos periciais posteriores foram encontratadas quatro pedras, em papel alumínio, indicando tratar-se de Crack, bem como uma caixa de fósforos e um recipiente de achocolatado, em estilo “marica”, utilizado por consumidores de droga para queima e aspiração.

As investigações iniciais indicam que o crime não foi praticado para roubo, posto que foi encontrada junto com a vítima, tanto a droga, como pertences, inclusive a moto. A polícia trabalha para descobrir outras hipóteses que tenham culminado com a morte do jovem, a qual repercutiu na cidade de Sousa, onde “Welington Batera” era por demais conhecido, sendo considerado um dos melhores bateristas da região do alto sertão. Uma das hipóteses consideradas relaciona a morte a envolvimento com o consumo de drogas.

Onda de criminalidade
Nos últimos meses a sociedade residente em cidades localizadas na região do alto sertão paraibano vem assistindo o crescimento vertical de crimes de morte, de assaltos, furtos, arrombamentos, com fortes indícios de que o crescimento da violência esteja diretamente ligada ao consumo e tráfico de entorpecentes. As Polícias Civil e Militar vem trabalhando no sentido de desbaratar “bocas de fumo”, buscando prender os cabeças que comandam a distribuição de drogas na região.

O fato vem ocorrendo em escala ascendente, deixando famílias em pesar, com entes sendo mortos ou se envolvendo em furtos e roubos, em busca de amealhar recursos para o consumo de drogas. Diariamente os noticiários jornalísticos registram roubos de carros, motos, e furtos de menor monta, com modalidades variadas, incluindo abordagens a mão armada, tanto na zona urbana, como na zona rural.

Enquanto a violência se estende, o clima é de intranqüilidade. Velhos hábitos locais, estão sendo abandonados, a exemplo das pessoas deixarem a prática de sentar-se no horário noturno, defronte as sua residências, nas calçadas, a espera do resfriamento da temperatura, para o repouso noturno.

O secular costume interiorano já não está sendo praticado. O medo tem recolhido as pessoas, que evitam ficarem espostas, temendo assaltos. Impera o lei de do "ninguém sabe, ninguém viu".

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