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Heloísa Helena é imbatível para o Senado em Maceió

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Ronaldo Lessa ganharia a segunda vaga para o Senado com 18,9% e Renan voltaria para Murici sem mandato.

Macéio(AL) – A vereadora Heloísa Helena e o prefeito Cícero Almeida são os políticos de maior credibilidade do eleitorado alagoano na atualidade, como revela a pesquisa coordenada pelo engenheiro José Arnaldo Lisboa Martins, encomendada pelo jornal EXTRA. Assim como o prefeito seria eleito governador, se a eleição fosse hoje, a vereadora conquistaria o primeiro voto para senador e teria garantida sua volta ao Senado, com 47,5% das intenções de voto do eleitorado maceioense.

A segunda vaga de senador seria conquistada pelo ex-governador Ronaldo Lessa, com 18,9%, deixando Renan Calheiros para trás, com apenas 9,2% das intenções de voto. Benedito de Lira teria 4,3% e o advogado José Costa aparece com 1,3% em Maceió.

Por todas as pesquisas Heloísa é única com vaga garantida no Senado
A credibilidade de Heloísa e Lessa também é medida pelo baixo índice de rejeição captado na recente pesquisa em Maceió. Pelos dados da DICA´S, a dupla está empatada nos 3,4% de rejeição, índice que perde apenas para o advogado José Costa, dono da menor rejeição do eleitorado, com apenas 2,5%. Para o Senado, o mais rejeitado na Capital é Renan, com 17,9%, seguido de Biu de Lira, com 16,4% de rejeição.

A pesquisa também desejou saber o grau de conhecimento e o envolvimento político dos entrevistados, perguntando se eles sabiam quantos senadores tem o Brasil e quantos são por Estado. Apenas 7,8% do eleitorado sabem o número de senadores do país e sua divisão por Estado. E pasme o leitor, 92,2% dos entrevistados não sabem quanto senadores têm o Congresso e nem a divisão por estado, o que revela o baixo grau de politização do eleitorado da Capital. Imagine a realidade nos grotões do Interior.

ANÁLISE DA PESQUISA
Maceió rejeita Renan e consagra Heloísa Helena; Lessa é o segundo nome e poderá surpreender

Uma pesquisa de intenção de voto retrata um momento específico no tempo e pode sofrer as mudanças inevitáveis no curso da campanha eleitoral. No entanto, hoje, a situação indica pontos bastante claros: primeiro a ignorância do eleitor sobre a função do parlamento(92% não sabem sequer quantos senadores tem o Estado); depois, que Cícero Almeida mantém folgada dianteira para o governo, Collor, bem atrás, é o segundo com apenas 17.5%. Neste quesito, porém, fica clara a rejeição a Téo Vilela e a Renan Calheiros, com 2.5% e 1.3% das intenções de voto em Maceió.

Para o Senado, enquanto Heloísa vence disparada, com 47,5%, portanto metade do eleitorado, ou cerca de 250 mil votos, Lessa garantiria a segunda vaga com 18.9%. Renan tem apenas 8.2%, numa clara rejeição do eleitorado.

Aliás, esta rejeição fica patente quando a pesquisa pergunta em quem o eleitor não votaria de forma alguma para cargo nenhum: Collor é o mais rejeitado juntamente com Renan, os dois da tropa de choque de Lula no Senado. Dos entrevistados, 18.6% jamais votarão em Collor e 17,9% nunca votarão em Renan.

O nome de Benedito de Lira é outro rejeitado com 16.4% e Heloíisa Helena empata com Almeida, sendo os menos rejeitados, com 3.4%. José Costa, fora da política há muitos anos, aparece com 1,3% de intenção de voto para o Senado, mas pode rever-ter tal quadro no curso da campanha eleitoral do próximo ano.

O que fica desta pesquisa, em primeiro lugar, é a profunda ignorância do eleitorado a respeito do funcionamento do legislativo. O que remete para o interior do Estado, onde a situação deve ser muito pior. Não há nomes novos, nenhuma renovação nos velhos quadros políticos, todos os candidatos quase sexagenários, com exceção de Heloísa Helena, a mais jovem de todos.

A falta de lideranças novas prova o desinteresse da juventude pelo processo político, mantendo velhas raposas políticas nos principais cargos. O povo rejeita Vilela, Renan e, também Collor, mas não tem substitutos para uma renovação política.

O fenômeno que se destaca é Heloísa Helena que, se mantiver este índice de 47,5% no interior, poderá se eleger senadora em 2010 com cerca de um milhão de votos, carreando votos para o PSOL, único partido de oposição, hoje, em Alagoas.

A performance fraca de Téo Vilela no governo e até mesmo a queda de popularidade de Cícero Almeida, de 80% para 54.2%, mostra um descontentamento generalizado, em função das carências públicas em saneamento, segurança, educação e saúde, tanto no Estado como na capital.

O fato de Ronaldo Lessa conquistar 18.9% de intenção de votos para o Senado, contra 8,2% de Renan Calheiros, mostra que esta poderá ser a grande briga de 2010, com vantagem para Lessa, que obteve 500 mil votos para o Senado na última eleição, enquanto o nome de Calheiros provoca repúdio não só em Maceió, como em todo o Estado de Alagoas.

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