O Bê-a-bá do Sertão

Médico de Michael Jackson ministrou doses de propofol

Tempo de leitura: 2 minutos


Los Angeles(EUA) –
Conrad Murray, médico pessoal do cantor Michael Jackson, negou nesta terça-feira(26Agosto2009) que tenha deixado o astro sozinho depois de lhe dar uma série de medicamentos para dormir. As declarações do cardiologista contradizem a versão da investigação policial em torno da morte do ídolo e constituem defesa contra uma provável acusação de homicídio.

Segundo o advogado do médico, Ed Chernoff, os detetives de Los Angeles deturparam o depoimento de seu cliente e muitas das afirmações presentes em um mandato de busca divulgado na segunda eram apenas "teoria policial". Murray também não teria deixado Michael Jackson sozinho após lhe ministrar um anestésico, como foi dito pela polícia.

Na segunda, foi divulgada a conclusão das investigações sobre a morte do cantor: homicídio. O resultado da autópsia aumenta as suspeitas de que sejam feitas acusações criminais contra Murray. Em comunicado, a família Jackson disse que tem "completa confiança" no processo legal e nos esforços dos detetives e que aguarda o dia em que a "justiça será feita".

Homicídio
De acordo com o documento, exames periciais encontraram níveis altos do anestésico propofol no organismo do cantor, além de sedativos. Conrad Murray disse aos detetives de Los Angeles que tratou o astro de insônia por cerca de seis semanas, e que dava a ele 50 miligramas de propofol todas as noites, por via intravenosa.

O médico ainda chegou a dizer que temia que o rei do pop ficasse viciado no medicamento e diminuiu a dosagem para 25 miligramas, passando a misturá-lo com outras duas substâncias sedativas, lorazepam e midazolam. Em 23 de junho, dois dias antes da morte, Michael recebeu essas duas substâncias, sem o propofol, de acordo com Murray.

Na manhã de 25 de junho, o médico tentou induzir Michael ao sono, mas não usou o analgésico, conforme o documento. Murray disse ter aplicado valium à 01h30m, e, sem resposta, deu-lhe uma injeção de lorazepam às 02h00m. Uma hora depois, o cantor teria recebido uma dose de midazolam, porque ainda não teria conseguido dormir.



Depois, o médico(Foto) conta que deu a Michael outras substâncias não especificadas que não tiveram resposta. Finalmente, às 10h30m, teria injetado 25 miligramas de propofol. Murray assegurou que o cantor pediu repetidamente que fosse aplicado o anestésico. O artista teria, finalmente, conseguido dormir, e o médico saiu para fazer algumas ligações, segundo a versão policial.

Ao voltar ao quarto, o médico constatou que Michael não respirava e começou tentar reanimação cardiopulmonar até a chegada dos serviços de emergência. A morte do rei do pop foi registrada por volta das 14h00m.

Sair da versão mobile