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Presidente do ANDES defende dedicação exclusiva para professores universitários

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Cajazeiras(PB) – O presidente da ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior, Ciro Teixeira Correia esteve no campus da UFCG, de Cajazeiras, na última sexta-feira(11Setembro2009), com a finalidade de discutir questões relacionadas à categoria. Ele disse que a entidade defende que o Regime de Trabalho, fundamental em toda instituição de ensino superior, seja o de dedicação exclusiva, já que o ensino superior com qualidade nas universidades, precisa que seja bem remunerado, para que o profissional, se dedique somente a universidade, um lugar onde se pesquisa e se desenvolve o conhecimento novo, e é justamente isso que alimenta, o desenvolvimento de qualquer sociedade.

Infelizmente no Brasil, além de se investir muito pouco em financiamento da universidade pública, agora o governo vem tomado iniciativas no sentido de flexibilizar e de descaracterizar a dedicação exclusiva. No seu entendimento a luta é no sentido de que isso não aconteça, pois a universidade brasileira vai perder, juntamente com a população.

No entendimento do presidente do ANDES, é importante que a experiência vivida por um profissional na área técnica, da medicina ou outros ramos do conhecimento seja aprovada na própria universidade, acrescentando que o Brasil investe em Educação menos do que Países, como o Chile, Argentina, Venezuela que, a alegação de que não existem recursos para pagar bem ao professor, sendo melhor que ele trabalhe sem dedicação exclusiva, serve apenas como uma máscara para ocultar um problema que precisamos resolver, caso contrário, cada vez mais teremos problemas no desenvolvimento do País.

O líder sindical disse que no momento estão sendo discutidas com os professores, as propostas que o Ministério do Planejamento fez, no sentido de permitir, que mesmo com dedicação exclusiva, o docente possa receber complementações salariais outras, pela participação em projetos específicos. Isso já ocorreu no Brasil e no exterior, no entanto, só fez cair o nível da universidade pública, prejudicando a comunidade.

*Matéria transcrita do Jornal Gazeta do Alto Piranhas (Edição 562). O jornal de maior circulação na região do Alto Sertão da Paraíba.

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