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Qualidade dos serviços de esgoto depende das ações dos usuários

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João Pessoa(PB) – Os serviços de saneamento básico são fundamentais à manutenção da qualidade de vida das pessoas e ao desenvolvimento sustentável de uma região. Por isso, preservar o sistema de esgotamento sanitário é parte essencial para a preservação do meio ambiente e o bem-estar da população. Para manter a eficiência desse serviço, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba(Cagepa) age no combate a um dos principais problemas que comprometem a qualidade dos serviços prestados pela empresa: a má utilização das redes de esgoto.

Muitas das urgências com relação à rede de esgoto em João Pessoa são decorrentes do seu uso inadequado. As equipes de manutenção do Sistema de Esgotamento Sanitário(SES) frequentemente encontram lixo e objetos de uso pessoal ou íntimo na rede coletora. As águas pluviais, quando são indevidamente drenadas para os esgotos, também podem provocar vazamentos e obstruções, já que o SES é inadequado para receber uma carga excessiva de água.

A obstrução da rede coletora é um dos principais problemas relativos ao Sistema de Esgotamento Sanitário na Grande João Pessoa. De acordo com o subgerente de Manutenção de Esgotos, Carlos Augusto, “isto ocorre em decorrência dos furtos dos tampões de ferro, pois com o canal aberto, as pessoas costumam colocar lixo ou mesmo jogar pedras no local. Soma-se a isso o mau uso doméstico, quando as pessoas jogam todo tipo de material sólido, que geralmente não se dissolve rapidamente”.

O uso correto da rede de esgotamento sanitário diminuiria consideravelmente o número de reclamações diárias da população à Cagepa. Os carros e equipamentos da empresa, com isso, apresentaria um tempo maior de vida útil, uma vez que as mangueiras, por exemplo, não iriam se desgastar com os processos frequentes de desobstrução do sistema de esgoto. O período de uso delas é de aproximadamente dois anos, nas condições atuais.

Segundo Carlos, por conta da má utilização da rede de esgotamento sanitário, o número de esgotos que são desobstruídos por mês, em média, é de 600, somente na região do Litoral. Para reduzir esse quadro, Carlos pede para que a população fique alerta. “As pessoas devem denunciar à Cagepa quando alguém estiver furando poços com a intenção de despejar alagamentos de águas pluviais para a rede coletora de esgoto, ou no caso de alguém ligar essas águas para dentro de sua residência e depois para o sistema de esgoto”, adverte.

Reciclagem como alternativa
A gerente de controle de qualidade de água da Cagepa, Ana Carolina Lemos, explica que as ocorrências de obstrução do esgotamento sanitário são geradas principalmente pelo acúmulo de materiais sólidos. “Com frequência, a população lança no esgoto sacos de lixo e vários tipos de objetos. Porém, a rede de esgotamento serve para o escoamento de 99,9% de resíduos líquidos e apenas 0,1% de partes sólidas. Por causa disso, ele não é dimensionado para o esgoto e a tendência é que ele se acumule, causando as obstruções”, afirma.

Para evitar que problemas de saúde decorrentes de tais ocorrências se desenvolvam na cidade, a Cagepa tem difundido o uso correto do sistema coletor de esgotamento sanitário nas escolas e associações de bairros. O óleo de cozinha, material doméstico mais despejado nas redes e que ocasiona boa parte das obstruções, tem sido reaproveitado através de pequenos trabalhos comunitários, instituições de ensino e organizações não-governamentais para o método da reciclagem, transformando-o em sabão e em biodiesel, por exemplo.

Ana Carolina ressalta de que maneira a população pode ajudar na desobstrução das redes de esgotamento sanitário. “Deve-se recolher o óleo de cozinha e entregá-lo em locais que realizem a reciclagem desse material, ao invés de simplesmente lançá-lo no solo, pois isso iria impermeabilizá-lo. Também não se pode descartar objetos sólidos nos vasos sanitários para não causar entupimentos e transbordamentos nas tubulações”, recomenda.

* Com Caio César, da Assessoria de Comunicação e Marketing da Cagepa.

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