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Sargentos gays ingressam no Senado contra indicação de general para STM

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Brasília(DF) – Os sargentos Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo ingressaram nesta terça-feira(09Fevereiro2010) com representação na Mesa Diretora do Senado contra a indicação do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho para o Superior Tribunal Militar. Laci foi detido pelo Exército depois que revelou manter relação amorosa com Figueiredo, que pediu baixa das Forças Armadas em meio à polêmica, ocorrida em 2008.

Eles tentarão convencer o Senado a derrubar a indicação do general para o STM depois que Cerqueira Filho, em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, manifestou posição contrária à presença de homossexuais nas Forças Armadas.

Os sargentos protocolaram o requerimento na Mesa Diretora da Casa e entregaram uma cópia do documento ao senador Demóstenes Torres(DEM-GO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Os militares argumentam que, como futuros integrantes do STM, o general e o almirante terão que julgar o processo contra Laci que tramita no tribunal.

O sargento responde a processo no STM por deserção após revelar a relação amorosa com Figueiredo, que está na reserva. "Nós pedimos que o Senado não homologue o nome do general. Sua declaração foi homofóbica e preconceituosa. O general teve a fala infeliz no momento em que o processo tramita lá dentro. Ele vai votar em nosso processo. Entendemos que há uma predisposição para condenar não apenas eu e o Laci", afirmou Figueiredo.

O sargento disse que, nos 15 anos em que permaneceu no Exército, jamais foi desrespeitado pelos colegas diante de sua opção sexual, ao contrário do que argumenta o general. "Muito pelo contrário, a visão dos subordinados é que somos heróis, conseguimos enfrentar a estrutura militar. Para você incriminar uma pessoa dentro das Forças Armadas é muito fácil", disse o sargento reformado.

Laci e Figueiredo prometem encaminhar carta ao presidente Lula com o pedido para que o general não seja empossado no STM. Os militares também pedem que, além de Cerqueira Filho, o almirante Álvaro Lins tenha o nome vetado para o tribunal. A carta ao presidente Lula é assinada por Figueiredo, que é presidente do Instituto "Ser" de Direitos Humanos.

Parlamentares do PSOL, PT e PDT também referendam o texto, assim como entidades como o "Grupo Tortura Nunca Mais" e a ABLGTTTS(Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Transexuais, Travestis, Transgêneros e Simpatizantes).

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