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Aprenda a ter um bom comportamento social

Tempo de leitura: 8 minutos


O bom exemplo do cidadão

Dar um bom exemplo não custa nada e tem impactos positivos. Pequenas ações fazem o dia a dia ficar mais leve e feliz, como dizer “bom dia”, “por favor” e “obrigado”. O cidadão que dá bom exemplo é aquele que tem atitudes positivas não só no trabalho e na rua, para que as pessoas vejam, mas também dentro de casa, sem esperar nenhum elogio.

Estimular o hábito de leitura dos filhos será muito mais fácil se os próprios pais gostarem de ler e fizerem isso com frequência. O mesmo princípio vale para a alimentação. A criança aprende em casa, com a família, sobre a importância de ingerir comida saudável, como frutas, verduras e legumes.

O bom exemplo de cidadão é aquele que também se preocupa com o meio ambiente: apaga as luzes ao sair de casa, fecha bem as torneiras e separa o lixo para reciclagem. Ele está preocupado com o planeta em que as pessoas viverão dentro de anos, décadas e séculos, mesmo que não esteja mais presente para conhecer as gerações futuras.

Ler muito, comer direito, apagar as luzes ao sair… Isso tudo envolve ações que podem ser vistas. Mas mesmo as coisas “invisíveis” têm efeitos positivos, como estar de bom humor e receptivo às pessoas que nos cercam. Ser carinhoso com a mulher ou o marido, além de fazer bem para o casal, é uma forma de ensinar valores de gentileza aos filhos.

As crianças, aliás, só se transformarão em adultos gentis se tiverem um bom exemplo dentro de casa, se fizerem parte de uma família na qual todos se tratam bem. O cidadão deve ter paciência e tolerância com seus filhos. Crianças e adolescentes estão numa fase de descobrimento. Se forem tratados com carinho, esses jovens cidadãos passarão adiante todas as boas lições que aprenderem.

Bom comportamento na web

A popularização da internet trouxe efeitos positivos, como o acesso mais democrático à informação, mas também exigiu a criação de regras de etiqueta e comportamento no mundo digital, que o cidadão deve levar em consideração para não cometer gafes virtuais.

Ao enviar um correio eletrônico
Especifique o assunto da mensagem, pois isso ajuda o destinatário a selecionar os e-mails que deseja ler ou priorizar. Para desfrutar da liberdade na internet, usuário não pode esquecer o bom senso.

Ao encaminhar um e-mail
Apague as informações sobre outras pessoas que possa haver no cabeçalho e no texto e, se estiver escrevendo para mais de um destinatário, coloque os endereços eletrônicos em cópia oculta.

Não escreva um texto inteiro em letras maiúsculas
Na linguagem da internet, isso significa que você está gritando.

Responda às mensagens sem demora
A pessoa que envia uma mensagem aguarda retorno. Caso esteja sem tempo para escrever o que deseja, envie um texto curto avisando que, assim que possível, irá responder adequadamente.

Não divulgue produtos e serviços que não sejam de interesse ao destinatário
Também não encaminhe muitos e-mails de piadas e assuntos afins, pois isso lota a caixa de entrada das pessoas e faz com que elas percam muito tempo filtrando os e-mails e descartando mensagens superficiais.

Cuidado com os e-mails que recebe
Não execute arquivos nem acesse links enviados por remetentes que não conhece, pois eles podem conter vírus e danificar o computador.

Não redija mensagens muito longas
O destinatário dificilmente terá tempo para ler tudo o que estiver escrito.

Tenha paciência com os novatos
Pessoas que estão começando a mexer na internet cometem erros durante o aprendizado. Não seja impaciente e procure avisá-las sobre algum comportamento errado por e-mail, e não na frente de outras pessoas.

Se você tem filhos
Imponha limites de uso da internet e se informe sempre sobre o que seus filhos veem na rede e quem são seus amigos, pois muitos crimes de pedofilia começam com contatos virtuais.

Replique na internet o comportamento adotado no dia a dia
Manifestações de preconceito, hostilidade e racismo são condenáveis tanto na “vidareal” quanto no mundo virtual. Além disso, não use palavrões e expressões grosseiras só porque não está falando cara a cara com seu interlocutor.

Os chamados Valores Universais são os pilares para a convivência entre cidadãos de todo o mundo. Eles foram definidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos(DUDH), adotada e proclamada na Assembléia Geral das Nações Unidades(ONU) de 10 de dezembro de 1948.

Criada logo após o término da Segunda Guerra Mundial(1939/1945), o grande foco da Declaração Universal era garantir o direito de igualdade entre os povos sem ir contra a diversidade das muitas culturas espalhadas pelo mundo.

Os valores descritos nessa declaração têm como objetivo principal nos ajudar a ver a diferença entre o certo e o errado. Eles foram pensados para mostrar a cada um de nós a melhor maneira de agir para conviver bem com pessoas e culturas diferentes de nós.

Em seu primeiro artigo, a declaração diz que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, são “dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

Essas palavras tornam-se cada vez mais fortes e importantes neste mundo globalizado em que vivemos, onde reconhecer a igualdade entre os indivíduos, independentemente de cor, raça, religião, condição social ou opção sexual é a base para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária.

Mas lembre-se: essa é uma atitude que começa dentro de cada um de nós.

Constituição de 1988
Com a publicação de uma nova Constituição brasileira no dia 5 de outubro de 1988, os direitos humanos receberam ainda mais atenção.

Pela primeira vez na história das Constituições do país, os Direitos Humanos foram regulados no início do documento, após a declaração dos princípios fundamentais. “A dignidade da pessoa humana” é considerada fundamento do Brasil no artigo 1º da Constituição.

Quer saber mais sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos? Acesse o livro “Brasil Direitos Humanos – Realidade do país aos 60 anos da Declaração Universal”, editado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos(SEDH), da Presidência da República, em comemoração aos 60 anos da DUDH.

Um bom comportamento em sociedade
O respeito ao próximo e o cultivo dos bons hábitos de convivência urbana são as bases para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Atitudes simples, mas que nem sempre são colocadas em práticas por todos os cidadãos, são fundamentais para o convívio saudável nos grandes centros urbanos.

Em sua escola, respeite colegas e professores. Num ônibus lotado, ceda o lugar a idosos, pessoas com deficiência, gestantes e mães com criança de colo. Não fure filas; isso gera confusões que podem se estender por um longo tempo. Se estiver dirigindo, tenha respeito no trânsito e pratique a direção defensiva(ou direção segura). A maioria dos acidentes é causada por negligência do homem, e não pelo acaso.

Ao ouvir música no carro ou no transporte coletivo, lembre-se de que há também outras pessoas ao redor. Por isso, ouça o rádio num volume razoável e fones de ouvido quando estiver em um ambiente público. Evite barulhos excessivos também dentro de casa, para não incomodar os vizinhos. Se houver problemas, converse educadamente ao invés de iniciar uma discussão.

Uma atitude correta que sempre vale a pena relembrar: jogue o lixo no lixo. A sujeira das ruas entope bueiros, o que provoca enchentes. As enchentes atrapalham o trânsito e causam engarrafamentos. Os engarrafamentos fazem com que muitas pessoas fiquem mal-humoradas, e por aí vai. O ciclo não para.

Mas a boa notícia é que as coisas são assim também do jeito inverso: uma boa ação gera outra boa ação, que gera outra, que gera outra…

Então, é só começar!.

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