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Escovas de dente devem ser higienizadas

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Spray de óleo essencial da pitanga pode ajudar nesse processo, diz estudo.

A escova dental é um importante instrumento na manutenção da saúde bucal devido a sua eficiência e segurança na remoção do biofilme(conjunto de bactérias) da boca. Porém, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba alertam para o risco do seu uso rotineiro sem a sua correta higienização.

Cibele Oliveira e colegas afirmam no estudo “Avaliação da eficácia da descontaminação de escovas dentárias pelo uso do spray de óleo essencial da eugenia uniflora l.(Pitanga)” – publicado ano passado na Brazilian Dental Science –, que a não higienização da escova a torna um meio adequado para a proliferação de fungos, vírus e bactérias. Com isso, ela acaba funcionando como uma fonte de reinfecção da cavidade bucal.

Os pesquisadores explicam que as escovas dentais devem ser sempre desinfetadas após o uso. Para isso, eles aconselham a utilização de soluções antissépticas como clorexidina, cloreto de cetilpiridínico, triclosan, hipoclorito de sódio e óleos essenciais.

O óleo essencial produzido a partir das folhas da pitanga(eugenia uniflora l) é um exemplo de solução que, segundo o estudo, possui propriedades que auxiliam significativamente na redução do número de bactérias na boca.

“Extratos obtidos das folhas da pitangueira vêm sendo utilizados na medicina popular em países como Brasil, Argentina e Paraguai, no tratamento de hipertensão, diabetes, colesterol, dificuldades de digestão, doenças hepáticas, amigdalite, distúrbios intestinais, reumatismo, gripe, além de apresentar princípios antimicrobianos e antifúngicos”, dizem os autores.

Segundo eles, são esses princípios antimicrobianos que agem no controle da não proliferação de microrganismos envolvidos no processo de desenvolvimento da cárie dentária.

Os resultados do presente estudo, assim como os de outros, foram favoráveis ao uso da pitanga na desinfecção das escovas dentais, porém, segundo os pesquisadores, existem estudos que não comprovaram esse efeito antibacteriano. Por isso, eles consideram que uma pesquisa mais aprofundada dos efeitos do fruto sobre os microorganismos da cavidade bucal seja feita antes de introduzi-lo no contexto odontológico.

* Agência Notisa.

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