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Coreia do Norte revela instalações nucleares a cientista americano

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Pyongyang(Coreia do Norte) –
Um cientista americano da Universidade de Stanford revelou à Casa Branca ter visitado uma grande e nova usina nuclear na Coreia do Norte, indicou neste domingo(22Novembro2010) o jornal "The New York Times".

O cientista que viajou à Pyongyang é o ex-diretor do Laboratório Nacional de Los Álamos e professor da Universidade de Stanford Siegfred S. Hecker que confirmou ao jornal ter visto "centenas de centrífugas" recém instaladas em grande e nova usina de enriquecimento de urânio que conta com uma "ultramoderna sala de controle".


O americano disse ter ficado surpreso com a sofisticação da nova usina nuclear. Os norte-coreanos alegam que 2.000 centrífugas já foram instaladas e estão em funcionamento no local que Hecker teve autorização para visitar, segundo o "Times".


A publicação não soube informar, no entanto, a localização exata da nova instalação nuclear. Mas o cientista disse que foi proibido de fazer fotografias e que não teve condições de confirmar a afirmação norte-coreana de que a central já está produzindo urânio levemente enriquecido.

"Há razões para questionar se isto é correto", declarou Hecker, que tem dúvidas sobre o fato de Pyongyang ser capaz de completar o projeto. Fontes do governo americano afirmaram ao jornal que observaram por satélite a área onde se diz que a usina foi construída, mas não confirmaram se já tinham conhecimento de sua existência.

AJUDA EXTERNA
O jornal especula que Pyongyang, que fez o primeiro teste com uma bomba nuclear em 2006, só poderia ter alcançado este grau de desenvolvimento de suas instalações nucleares de maneira tão rápida com ajuda externa.


A nova usina observada por Hecker não existia quando os inspetores internacionais foram expulsos do país em abril de 2009. O "Times" destaca ainda o fato de o regime de Pyongyang, assim como quaisquer potenciais colaboradores externos no setor, terem desacatado as rígidas sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU(Organização das Nações Unidas).

MEDIDAS DA CASA BRANCA
A Casa Branca já informou os aliados e congressistas sobre as revelações de Hecker, e agora esperando um debate global sobre as descobertas.


A revelação foi feita pouco antes da viagem à Ásia do representante americano para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, que pretende conversar com líderes regionais sobre o polêmico programa nuclear de Pyongyang.


População festeja anualmente o aniversário do ditador kim Jong-il

Bosworth viajou no sábado a Seul e também passará por Tóquio e Pequim nos próximos dias. O presidente americano Barack Obama advertiu recentemente que a Coreia do Norte deve demonstrar seriedade antes da possível retomada das negociações multilaterais sobre seu programa nuclear, que incluem as duas Coreias, China, Japão, Rússia e Estados Unidos.

Ameaça de ataque nuclear
A Coreia do Norte ameaça realizar um "ataque nuclear sem precedentes" contra qualquer tentativa de derrubar o regime comunista de Kim Jong-il, informou a agência oficial norte-coreana "KCNA", citada pela sul-coreana "Yonhap".

A ameaça aconteceu depois que a imprensa sul-coreana informou que especialistas em segurança nacional de Coreia do Sul, China e Japão se reuniram em abril em Pequim para discutir possíveis respostas a um possível colapso do regime norte-coreano.


Um porta-voz do Exército norte-coreano qualificou como "sonho inalcançável de um lunático" o fato de esperar uma situação de emergência em seu país que provoque a queda do regime de Kim Jong-il(Foto), e assegurou que quem tentar derrubá-lo será vítima de um "ataque nuclear sem precedentes de um Exército invencível".

Segundo o porta-voz, Coreia do Sul e Estados Unidos não têm intenções de melhorar suas relações com a Coreia do Norte, e só se dedicam a elaborar um plano para acabar com o regime de Pyongyang.

O país comunista atravessa uma grande crise econômica devido às sanções internacionais impostas pelo lançamento de um foguete de longo alcance e o teste nuclear do ano passado.

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