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Após tumulto em Jirau moradores de Porto Velho temem revolta

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Porto Velho(RO) – Porto Velho, capital do Estado de Rodônia viveu uma madrugada de tensão com boatos de saques, protestos e novos conflitos entre a polícia e os cerca de 7.500 trabalhadores abrigados na cidade após a retirada em massa do canteiro de obras da usina de Jirau. Parte do comércio fechou as portas a partir da tarde de sexta-feira(18Março2011) – especialmente nas proximidades dos quatro abrigos improvisados na região central da cidade.

No maior deles, as principais ruas de acesso foram fechadas pela Polícia Militar. Os operários foram retirados da hidrelétrica após um quebra-quebra que começou na noite de terça-feira(15Março2011). A maior parte dos alojamentos da obra, a mais de 100 km do centro de Porto Velho, foram destruídos. A construção permanece suspensa.

Até o final da tarde da última sexta-feira(18Março2011), a Secretaria de Segurança confirmava ter recebido 81 chamadas referentes a supostos tumultos. Nenhum deles se confirmou, segundo o secretário Marcelo Bessa. O governador(Foto) Confúcio Aires Moura(PMDB), em entrevista coletiva, disse que havia ordenado que "todo o policiamento fosse colocado na rua".

A Secretaria de Segurança disse que não foi registrada nenhuma ocorrência grave na madrugada. Desde sexta-feira, segundo a Camargo Corrêa, parte dos trabalhadores já começou a ser encaminhada para seus locais de origem. A maioria seguiu em ônibus, mas centenas foram deslocados para o aeroporto para embarques em dois Boeings fretados pela empresa.

Os embarques continuam ao longo do final de semana. Segundo a empresa, todos os trabalhadores deverão estar de volta a seus Estados até hoje(21Março2011). A Camargo Corrêa diz que os aviões e ônibus têm como destino Belém, São Luís, Teresina, São Paulo e Curitiba.

Para quem mora no interior desses Estados, a empresa afirma que pagará o dinheiro das passagens de ônibus convencionais.

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