João Pessoa(PB) – Trinta e cinco pacientes, portadores de deformidades faciais, serão os primeiros a se submeter a correções cirúrgicas, no Hospital Universitário Lauro Wanderley(HULW), através do serviço de alta complexidade de odontologia, lançado, oficialmente, em solenidade nesta sexta-feira, no auditório do HU. A Paraíba é o segundo Estado do Nordeste a realizar esse tipo de procedimento cirúrgico.
Na Divisão de Odontologia Restauradora(DOR), do HU, os pacientes vão passar por cirurgias ortognoticas ou tratamento de deformidades da face, em geral. Um dos integrantes da equipe que vai realizar as cirurgias, professor e doutor Marcos Antonio Farias de Paiva, revela que as deformidades da face são provocadas, geralmente, por remoção de tumores, dos maxilares, acidente automobilístico e por violência urbana.
Além de Marcos Paiva, também compõe a equipe o professor e doutor Anibal Luna. O lançamento, oficial, e a apresentação do serviço de Alta Complexidade de Odontologia contou com a presença do superintendente do HULW, professor João Batista da Silva; da presidente do Conselho Deliberativo do Hospital e diretora do Centro de Ciências da Saúde, professora e doutora Margareth de Fátima de Melo DinizFormiga, pré candidata ao cargo de Reitora da UFPB em 2012; coordenador do Subsistema Integrado de Atenção a Saúde do Servidor(Siasse), José Marcos Viana; do professor Marcos Florêncio, representando o Conselho Regional de Odontologia(CRO); da professora Maria do Socorro Aragão, chefe do Departamento de Clinica e Odontológica Social; da cirurgiã-dentista Cabiará Uchoa Guerra Barbosa, do professor e diretor técnico do HU, Sérgio Ribeiro, do deputado João Gonçalves(PSDB), representando o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo(PSDB), e o governador Ricardo Coutinho(PSB), médicos e estudantes do curso de odontologia.
Segundo Marcos Paiva, o serviço de alta complexidade da odontologia do HU é representado pelo serviço de tratamento das deformidades dento-faciais e pelo serviço de prótese bucomaxilofaciais. Esse serviço é fruto, na verdade, de projetos submetidos e aprovados pelo Ministério da Saúde, dentro do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais. A doutora Cabiará Uchoa foi quem abriu as portas da Divisão de Odontologia para que a equipe médica comece a realizar as cirurgias e o tratamento adequado nos pacientes com esse problema.
“As deformidades crâneo-faciais constituem, atualmente, num problema social, pelo crescente contingente de pacientes portadores desta anomalia que acompanha o crescimento populaciona. Elas podem ter origem congênita ou adquirida. Dentre as quais, podemos destacar as deformidades dento-faciais, que produzem o proganatismo ou retrognatismo com significativa repercussão na estética; fonação; mastigação; respiração; oclusão dental e na articulação temporo-madibular”, observa Marcos.
Ainda durante a solenidade, o superintendente do HU, professor João Batista, pediu ao deputado João Gonçalves que intercedesse junto ao Governo do Estado ações e recursos que possam ajudar no fortalecimento desses e outros serviços de fundamental importância para vida das pessoas que estão necessitando. O parlamentar afirmou, por sua vez, vai levar o assunto ao conhecimento do Poder Legislativo e se colocou disponível para ajudar, junto ao Governo, no que for necessário.
Deformidades faciais de origem patológica comprometem maxilares e mandíbula
O doutor Marcos Paiva destaca que as deformidades faciais de origem patológica, da competência da equipe, são aquelas resultante de ressecções tumorais extensas na face comprometendo os maxilares ou mandíbula. Ele acrescenta que esse tipo de deformidade causa importante impacto sobre a fala, mastigação, audição, visão e estética facial, influenciando de maneira prolongada a saúde e inviabilizando o convívio social do indivíduo, não só pela morbidade, mas principalmente, pelos distúrbios emocionais que interferem no desenvolvimento da auto-estima, nas relações interpessoais e na inserção do individuo no meio cultural e econômico.
