Cerimônia religiosa teve presença de presidente Dilma Rousseff e tucano José Serra.
Salvador(Bahia) – A religiosa baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce(1914-1992), foi beatificada em cerimônia neste domingo(22Maio2011) em Salvador. Conhecida como “anjo bom da Bahia” em razão de seu trabalho assistencial, Irmã Dulce passa a ostentar a denominação de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres. Com a beatificação, fica a um passo de receber o título de santa pela Igreja Católica Apostólica Romana, principal ramo do catolicismo no País.

A beatificação é a etapa que antecede a canonização – o título de santa será concedido caso haja comprovação, com aval do Vaticano, de mais um milagre atribuído à religiosa. O beato é tido pelo Vaticano como exemplo para fiéis católicos pelo mundo.
Em outubro de 2010, o Vaticano reconheceu o primeiro milagre intercedido por Irmã Dulce, cujos detalhes foram divulgados na semana passada. A freira teria motivado a recuperação de uma mulher sergipana, desenganada após sofrer 28 horas de hemorragia durante o parto.
Para a Igreja Católica, uma graça é considerada milagre se atender a quatro pontos: instantaneidade(graça alcançada logo após o pedido), perfeição(atendimento completo do pedido), durabilidade e permanência e suposta não-explicação pela ciência.
Cerimônia sob chuva
A celebração deste domingo(22Maio2011), sob chuva forte em alguns momentos, reuniu milhares de católicos no parque de exposições de Salvador. Começou por volta das 14h00m, com uma apresentação artística. A missa teve início por volta das 17h00m, com cerca de 500 religiosos, entre padres, arcebispos, bispos, diáconos e seminaristas.
A beatificação se confirmou com a leitura de carta do papa que inscreveu Irmã Dulce na relação de santos e beatos da Igreja Católica. Houve ainda o anúncio da data de 13 de agosto como dia de celebração da festa litúrgica da beata.
Com a beatificação de irmã Dulce, o Brasil passa a contar com cerca de 70 beatos, candidatos potenciais a santos. Considerada a maior nação católica do mundo, com 73% da população católica pelo Censo 2000, o Brasil tem apenas um santo nascido no País, o Frei Galvão(1739-1822), canonizado em 2007 pelo papa Bento 16.
Bento 16 deu sequência à linha de seu antecessor, João Paulo 2º(1920-2005), beatificado neste mês e que fez da proclamação de santos uma forma de evangelização. “O Brasil precisa de santos, muitos santos”, é uma frase atribuída ao antecessor de Bento 16.
Políticos marcaram presença
A beatificação da freira também recebeu políticos governistas e da oposição. A presidente Dilma Rousseff(PT), em sua primeira viagem após pneumonia diagnosticada no final de abril, chegou ao local da missa por volta das 17h10m, acompanhada pelo governador da Bahia, Jaques Wagner(PT).
Em outubro de 2009, quando ainda era pré-candidata à Presidência, a então ministra da Casa Civil visitou a sede da entidade filantrópica fundada por irmã Dulce em Salvador. Em junho de 2010, durante ato que confirmou sua candidatura à reeleição, o governador Jaques Wagner chegou a comparar Dilma à freira baiana.
Na cerimônia desde domingo(22Maio2011), Dilma se sentou em uma tenda coberta, ao lado de Wagner e do presidente do Senado, José Sarney(PMDB-AP). A estrutura foi montada de última hora para abrigar a presidente, que confirmou presença somente na sexta-feira(20Maio2011).
Em outro ponto da celebração, sob chuva, ficou o candidato do PSDB na última eleição presidencial, José Serra. Ao lado dos deputados federais tucanos Antônio Imbassahy e Jutahy Júnior em área ampla reservada a convidados, Serra não se encontrou com Dilma e teve que usar uma capa de plástico durante momentos da cerimônia.
Em 2007, durante visita do papa Bento 16 ao Brasil, Serra era governador de São Paulo e enviou carta ao pontífice pedindo a beatificação da freira. Como Dilma, Serra também visitou as obras sociais da religiosa durante a fase da pré-campanha, em abril de 2010, e acendeu uma vela no local.
Nesse domingo(22Maio2011), Serra disse que não era o momento de comentários sobre política e preferiu falar sobre Irmã Dulce. “Esta é uma vitória. Não uma vitória de alguém, e sim da solidariedade, Irmã Dulce já era uma santa em vida”, disse.
Já a presidente Dilma não falou com a imprensa durante a passagem por Salvador. Deixou o parque de exposições às 19h25m, sob forte chuva e ainda durante os últimos cânticos da missa, e seguiu para Brasília.
Cicerone de São Cristovão/SE
A notícia da beatificação da Irmã Dulce, o anjo bom da Bahia, causou frisson na imprensa sergipana. Parece que uma coisa não tem nada a haver com a outra. Vejamos: Apesar de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes ter nascido em Salvador, ela fez noviciado na Escola da Irmãs da Imaculada Conceiçao, em 1933/1934, nessa época instalada no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão/SE. Na igreja principal do citado convento ela foi batizada Irmã Dulce, não por caso as Obras Sociais Irmã Dulce, sediada em Salvador, anuncia que o roteiro Irmã Dulce no Brasil começa em Sergipe.
São Cristóvão que recebeu da UNESCO, no dia 1 de agosto, a chancela de Patrimônio da Humanidade por conta do valor histórico da Praça São Francisco, agora se anima para nova expectativa: o reconhecimento pelo Vaticano da Santa Irmã Dulce. Essa confirmação, creio, criará um novo fluxo de turistas, os devotos de Irmã Dulce. Bem, é mais um motivo para que São Cristóvão se prepare para a alta estação, para o turismo.
Sepultamento
O corpo de Irmã Dulce, morta em 1992, foi sepultado em definitivo na quarta-feira(09Junho2010) na Capela das Relíquias, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador(BA). Seguidores da religiosa, que teve uma vida de dedicação aos pobres, agora aguardaram Irmã Dulce ser beatificada pelo Papa Bento XVI.
Na terça(08) e quarta-feira(09Junho2010), milhares de fiéis participaram de uma vigília diante das relíquias(como são chamados os restos mortais de beatos e santos) de Irmã Dulce. Logo após sua morte, há 18 anos, a religiosa foi sepultada na Igreja da Conceição da Praia. Em janeiro de 2000, quando começou o processo de beatificação, os restos mortais de Irmã Dulce foram transferidos para a Capela do Convento Santo Antônio, sede das Obras Sociais Irmã Dulce.
A exumação do corpo aconteceu uma semana antes do sepultamento definitivo e foi acompanhada por representantes do Vaticano que se mostraram impressionados com a mumificação natural do corpo 18 anos após a morte de Irmã Dulce. A exumação foi a penúltima etapa do processo de beatificação, que é finalizado pelo papa. Agora só falta mais um milagre atribuído à religiosa e reconhecido pelo Vaticano para que ela seja canonizada.
"A roupa estava conservada mesmo após 18 anos, apesar de um pouco escura. O semblante dela é muito sereno, não há odor" – relatou Maria Rita Pontes, superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce. Chamada pelo escritor e devoto Jorge Amado de Santa Dulce da Bahia, a freira comoveu a Bahia em seus 77 anos de renúncias e dedicação aos pobres. Desde o dia 13 de março de 1992, data de sua morte, o número de graças concedidas pela intercessão de Irmã Dulce tem se multiplicado em todo Brasil.
Programação
22 de Maio(domingo)
Cerimônia de Beatificação no Parque de Exposições de Salvador.
Local: Parque de Exposições de Salvador(Av. Luis Viana Filho – Paralela).
Horários:
12h00m – Abertura dos portões;
14h00m – Início da apresentação artística sobre a vida de Irmã Dulce;
17h00m – Início da cerimônia canônica do rito da beatificação.
24 de Maio(terça-feira)
Missa de agradecimento pela Beatificação de Irmã Dulce e entronização da imagem da Bem Aventurada Dulce dos Pobres.
Local: Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres (Igreja da Imaculada Conceição).
Horário: 10h00m.
26 de Maio(quinta-feira)
Missa de Ação de Graças no Centro Educacional Santo Antônio(CESA).
Local: CESA(Av. Engenheiro Walter Aragão de Souza, s/n, Centro – Simões Filho).
Horário: 09h00m (a data marca também o aniversário de fundação da OSID).
27 de Maio(sexta-feira)
Missa de consagração e instalação do Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres.
Horário: 18h00m.
28 de Maio(sábado)
Missa no Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres, seguida de carreata com a imagem peregrina.
Horário: 08h30m
* Para maiores informações você pode ligar para o número 0800 284 5 284.
Biografia
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida – não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.
Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Perdeu a mãe aos 6 anos de idade motivando-a, mais tarde, a homenagea-la ao se ordenar freira da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, aos 20 anos.
Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.
A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, no Estado de Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade(Foto acima), recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres.
Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia.
Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano.
Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.
Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil, sendo atualmente reconhecido pelo Ministério da Saúde como o maior hospital beneficente do Brasil.
O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais, a exemplo da Madre Tereza de Calcutá(Foto acima).
Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980(Foto acima), Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991(Foto acima), na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom.
No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra.
Beatos brasileiros
Após a beatificação de Irmã Dulce, na noite deste domingo(22Maio2011), em Salvador, outros três beatos nascidos no Brasil estão na fila para se tornar santos. Um quarto beato que viveu no país, mas que nasceu na Espanha, também está na lista do Vaticano e o processo de canonização está diretamente relacionado ao de um brasileiro nato. Os dois foram assassinados por causa de suas crenças religiosas no dia 21 de maio de 1924, em Frederico Westphalen(RS).
O primeiro santo nascido no Brasil é o Frei Antônio de Sant’Anna Galvão(Foto acima), que nasceu em Guaratinguetá, em 1739. Ele permaneceu até 13 anos de idade na cidade, depois foi estudar na Bahia. O frei foi ordenado sacerdote em 1762 e completou os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo. Viveu 60 anos na capital até morrer em 23 de dezembro de 1822. A canonização dele ocorreu após o reconhecimento de dois milagres pelo Vaticano, em 2006.
Tentativa de estupro
A primeira na fila da canonização é Albertina Berbenbrock, de Santa Catarina. A missa de beatificação dela aconteceu em outubro de 2007. Ela é conhecida como a Maria Goretti(santa italiana que, em 1902, teve morte semelhante à de Albertina) brasileira.
Albertina Berbenbrock, filha de imigrantes alemães, nasceu em 11 de abril de 1919, no município de Imaruí(SC) e foi assassinada no dia 15 de junho de 1931, aos 12 anos de idade, depois de resistir a uma tentativa de estupro. Ela foi enterrada dentro da Igreja São Luiz, construída no local crime.
A Gruta de Albertina Berbenbrock, localizada na pequena comunidade de São Luiz(Foto acima), zona rural do município de São Martinho, no Estado de Santa Catarina, é um local que vem atraindo fiéis, principalmente jovens.
O primeiro sinal de santidade de Albertina ocorreu já no dia de sua morte. Segundo testemunhos constantes, o sangue jorrava de seu pescoço sempre que o agressor, um ex-empregado do seu pai, aproximava-se do caixão.
O processo de beatificação da menina já está em Roma, protocolado na Congregação para as Causas dos Santos. Ela pode vir a ser a primeira Santa genuinamente brasileira, isto é, nascida em território nacional.
A Albertina Berbenbrock(Foto acima) foram atribuídos milagres após sua morte violenta, que teriam sido obtidos por invocação do nome dela junto a seu túmulo, o que motiva peregrinações até os dias atuais.
Irmã morta em abrigo
Em Salvador, no dia 25 de novembro de 2007 foi realizada a missa de beatificação da irmã Lindalva Justo de Oliveira. Ela nasceu no município de Açu(RN), em 1953. A religiosa coordenou o Abrigo Dom Pedro II, na capital baiana, onde cuidava de 40 idosos do pavilhão masculino.
Lindalva foi assassinada na sexta-feira Santa de 1993, com 44 facadas, por Augusto da Silva Peixoto, um dos abrigados. Peixoto tinha 43 anos, mas foi acolhido no abrigo de idosos. Ele assediava irmã Lindalva e a matou depois de ter recusadas as suas vontades sexuais. Os restos mortais dela estão na capela do abrigo onde ocorreu o crime. Peixoto ainda cumpre pena pelo assassinato.
Padre e coroinha assassinados
Em outubro de 2007 foi realizada a missa de beatificação do padre espanhol Emanuele Gómez González, que viveu em Frederico Westphalen(RS). Ele visitava as comunidades do Alto Uruguai acompanhado do coroinha brasileiro Adílio Daronch. Há indícios de que as mortes de Adílio e do padre Emanuele podem estar relacionadas a problemas fundiários.
Eles davam sepultura digna a pessoas mortas por questões de terra e jogadas em uma cachoeira. Os dois foram assassinados em uma emboscada entre as cidades de Três Passos(RS) e Nonoai(RS), por soldados provisórios durante a Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul. Ambos viajavam a cavalo. Eles foram encontrados amarrados em duas árvores.
A repercussão das mortes fez com que o local da emboscada se tornasse um ponto de romaria, onde os fiéis fazem seus pedidos até os dias atuais. Os restos mortais dos dois religiosos estão no Mausoléu ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz, em Nonoai.
‘Bem-aventura Dulce dos pobres’
Irmã Dulce foi beatificada por volta das 18h00m deste domingo(22Maio2011), em Salvador. Conhecida como ‘Mãe dos pobres‘ e ‘Anjo Bom da Bahia‘, a religiosa foi colocada na lista de beatos e santos pelo Papa Bento XVI, após leitura de carta apostólica feita por Dom Geraldo Majella Agnelo. A partir desta data, ela será chamada ‘Bem-aventura Dulce dos pobres‘.
As Obras Sociais Irmã Dulce divulgaram, na sexta-feira(13Maio2011), na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador, a identidade de Cláudia Cristiane Santos de Araújo(Foto acima), 42 anos. Moradora de Malhador(SE), é casada com Francisco Assis de Araújo e a ela é atribuido o primeiro milagre de Irmã Dulce, ocorrido em 2001.
Abertura do processo de beatificação começou em 17 de janeiro de 2000. No ano seguinte foi anunciado o milagre e, em 2002, o processo foi levado para análise do Vaticano.
Um milagre para a canonização
Segundo o frei italiano Paolo Lombardi, postulador do Vaticano responsável pelo processo de beatificação, Albertina, Lindalva, Adílio e o padre espanhol Emanuele foram considerados mártires por terem morrido pela fé. Por essa razão não precisaram passar pela comprovação de um milagre para serem decretados beatos. “A espera do milagre é o caminho normal, mas o martírio dessas pessoas eliminou essa necessidade”.
Até a canonização, os candidatos passam por duas fases. A primeira é ser declarado servo de Deus, tornando-se venerável. A segunda é o processo de beatificação, tornando-se beato ou bem-aventurado. Por fim, é realizada a canonização, quando a pessoa é declarada santa. "Agora, para serem canonizados, será necessária a comprovação de um milagre depois de terem sido beatificados", afirmou Lombardi.