O Bê-a-bá do Sertão

Cidade de Pedras de Fogo recebe Projeto Grãos de Prata

Tempo de leitura: 3 minutos


Pedras de Fogo(PB) – Os moradores de Pedras de Fogo, cidade paraibana que faz divisa com Pernambuco, estão tendo a oportunidade de ter contato com a fotografia através do Projeto Grãos de Prata – Memória Fotográfica, que está sendo realizado até esta terça-feira(31Maio2011) com exposição e oficinas. A ideia é capacitar moradores de municípios com população inferior a 100 mil habitantes para atuar no mercado da fotografia documental e autoral.

As atividades, que começaram em Pedras de Fogo no último domingo(29Maio2011), incluem a exposição “Mel do Sal”, do fotógrafo Gustavo Moura, coordenador geral do projeto, que está sendo realizada no Casarão da Cultura Dom Vital, fazendo uma análise sobre o ciclo da cana de açúcar nas microrregiões Brejo e Zona da Mata.

Já as oficinas ‘Iniciação à Fotografia Documental’, ministrada por Gustavo Moura, e ‘Tratamento de Imagens com Adobe Photoshop(Laboratório Digital)’, por Wênio Pinheiro, acontecem das 08h00m às 11h00m e das 14h00m às 17h00m, na Sala de Informática do Farol Digital. Os trabalhos dos alunos, da captação à revelação, ficarão expostos no dia 11 de junho, no Sítio Aurora.



A edição 2011 do Projeto Grãos de Prata foi iniciada na cidade de Itambé, no período de 24 a 27 deste mês. As próximas cidades a receber conhecimentos sobre fotografia autoral serão Serraria, de 21 a 24 de julho, e Bananeiras, entre os dias 25 e 28 do mesmo mês.

Realizado através do Programa BNB de Cultura, em parceria com o BNDES e prefeituras locais, o Grãos de Prata pretende contribuir para a inclusão social por meio da capacitação para o ingresso no mercado da fotografia e do estimulo à expansão desse mercado nas regiões atendidas pelo projeto. A primeira edição do “Grãos de Prata – Memória Fotográfica” foi realizada em 2009 nos municípios de Boqueirão, Coremas e Pombal, abordando temas ligados à preservação do meio ambiente e patrimônio histórico.

Pedras de Fogo
Situada na Zona da Mata paraibana, há 54 km da capital João Pessoa(PB), a cidade de Pedras de Fogo surgiu por volta de 1680, quando o capitão geral André Vidal de Negreiros, em virtude da alteração do seu testamento, doou à Nossa Senhora do Desterro de Itambé o Engenho Novo de Goiana. Com terras que se estendiam pela Paraíba, ele pretendia formar um grupo de pessoas com a mesma dignidade, em número de três, tendo como um dos participantes a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa.

Esta, por falecimento dos outros dois componentes, simulou cumprir a vontade do testador e mandou como adjunto um padre que se locupletou com os rendimentos. O desleixo chegou a tal ponto que fez ruir a capela e as imagens foram recolhidas para um celeiro.

Em torno da capela se formou um povoado, que recebeu primitivamente o nome de Desterro. Pouco tempo depois de sua fundação, o local veio a decadência e seus moradores se transferiram para Pedras de Fogo, povoado que começava a surgir, originário de uma feira de gado.

Sua elevação à categoria de Vila ocorreu em 6 de agosto de 1860, com o território desmembrado do município de Pilar.

Até hoje o grande acontecimento semanal ainda é a feira, que se realiza na avenida principal que divide Paraíba e Pernambuco. O município consolida o potencial econômico e cultural, com destaque para as festas juninas, onde o forte é o forró, maracatu rural, caboclinhos, burrinha, pastoril, rabeca, repente, artesanato em palha e artesanato em argila.

Sair da versão mobile