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Justiça inicia julgamento do médico de Michael Jackson

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Promotores levam fotos e gravação do astro com voz debilitada.

Los Angeles(California/EUA) – No primeiro dia do julgamento do médico Conrad Murray, acusado de homicídio culposo(quando não há intenção de matar) pela morte de Michael Jackson, a defesa afirmou que o cantor teria provocado a própria morte. “Michael Jackson estava frustado porque seu médico não dava o remédio que ele queria. Ele agiu de maneira que causou sua própria morte. Nossas provas mostrarão isso. Michael tomou 8mg de lorazepan. Os especialistas mostrarão que isso é o suficiente para colocar seis de vocês para dormir" afirmou Ed Chernoff, advogado de defesa.

A defesa ainda completou: "Michael administrou uma dose de propofol sozinho quando Murray deixou o quarto. Somado ao lorazepan, isso criou uma tempestade que causou sua morte. Quando Murray voltou, não adiantava fazer CPR. Ele morreu tão rapidamente que seus olhos ainda estavam abertos”.



Já a promotoria acusa Murray
(Foto acima) de incompetência e negligência: "Dr. Murray agiu de maneira muito negligente e não trabalhava pensando no que era melhor para Michael Jackson. Ele trabalhava por US$ 150 mil por mês”. Eles pretendem provar que Murray mantinha Michael constantemente dopado e que foi responsável por ter administrado a dose letal de propofol no cantor em 25 de junho de 2009. Para convencer o júri, a promotoria apresentou, dentre outras provas, uma imagem do corpo do cantor e uma gravação na qual Michael fala sobre sua turnê com a voz nitidamente debilitada.



"Era assim que Conrad Murray o observava em 2009. E o que ele fez com essa conhecimento e informação? Em maio de 2009, ele pediu mais uma leva de propofol", argumentou a promotoria, após apresentar a gravação. Eles afirmaram também que Murray comprava a droga por atacado irregularmete.

Murray pode enfrentar uma pena de até quatro anos de prisão se receber um veredicto desfavorável. As 12 pessoas que vão decidir o destino do doutor Conrad Murray, já foram escolhidas. São sete homens e cinco mulheres selecionados entre 84 possíveis jurados. O julgamento pode durar até cinco semanas.

Morte
De acordo com o documento, exames periciais encontraram níveis altos do anestésico propofol no organismo do cantor, além de sedativos. Conrad Murray disse aos detetives de Los Angeles que tratou o astro de insônia por cerca de seis semanas, e que dava a ele 50 miligramas de propofol todas as noites, por via intravenosa.


O médico ainda chegou a dizer que temia que o rei do pop ficasse viciado no medicamento e diminuiu a dosagem para 25 miligramas, passando a misturá-lo com outras duas substâncias sedativas, lorazepam e midazolam. Em 23 de junho, dois dias antes da morte, Michael recebeu essas duas substâncias, sem o propofol, de acordo com Murray.

Na manhã de 25 de junho, o médico tentou induzir Michael ao sono, mas não usou o analgésico, conforme o documento. Murray disse ter aplicado valium à 01h30m, e, sem resposta, deu-lhe uma injeção de lorazepam às 02h00m. Uma hora depois, o cantor teria recebido uma dose de midazolam, porque ainda não teria conseguido dormir.

Depois, o médico conta que deu a Michael outras substâncias não especificadas que não tiveram resposta. Finalmente, às 10h30m, teria injetado 25 miligramas de propofol. Murray assegurou que o cantor pediu repetidamente que fosse aplicado o anestésico. O artista teria, finalmente, conseguido dormir, e o médico saiu para fazer algumas ligações, segundo a versão policial.


Ao voltar ao quarto, o médico constatou que Michael não respirava e começou tentar reanimação cardiopulmonar até a chegada dos serviços de emergência. A morte do rei do pop foi registrada por volta das 14h00m.


Filho testemunha

O filho de Michael Jackson, Prince Jackson será uma das testemunhas de acusação contra o médico Dr. Conrad Murray no julgamento de homicídio do Rei do Pop.

O Gabinete da Promotoria de Los Angeles confirmou que o filho de 14 anos de Michael Jackson irá dar “evidências-chave” contra o cardiologista Dr. Conrad Murray. Uma fonte da família revelou: “Tanto a promotoria quanto seus familiares acreditam que as evidências de Prince Michael serão cruciais para o processo contra o Dr. Murray e que poderá até colocar por água abaixo sua defesa. Isto vai ser uma grande provação para o menino, mas ele é um menino corajoso e ele está pronto”.



A equipe de defesa do médico disse que eles irão provar que Michael Jackson não morreu de uma dose regular do anestésico propofol administrada pelo Dr. Murray.  Eles afirmam que Michael sofreu uma overdose fatal depois tomar um “complemento” de drogas ilícitas que ele mantinha escondido em seu quarto principal.


Prince Jackson, filho mais velho de Michael Jackson.


Paris Jackson – irmã de Prince – filha do Pop Star Michael Jackson.

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