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Metade dos norte-americanos quer legalizar a maconha

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Washington(EUA) – Metade dos norte-americanos é favorável ao uso da maconha, segundo uma pesquisa feita pelo instituto Gallup divulgada nesta segunda-feira(17Outubro2011). É o maior índice já registrado, o que pode aumentar a pressão pela alteração das leis sobre a droga nos Estados Unidos.

A pesquisa mostra um apoio maior à legalização entre liberais e entre menores de 30 anos – mais de 60% nas duas categorias. Entre os maiores de 65 anos, apenas 31% aprovam a legalização. "O apoio à legalização da maconha tem crescido ao longo dos últimos anos, chegando a 50% hoje. Esse foi o máximo já registrado", disse o sumário da pesquisa.

Mas, para 46% dos entrevistados, a maconha deve continuar proibida. "Se essa tendência atual de legalizar a maconha continuar, a pressão pode crescer até que as leis da nação sejam colocadas em concordância com os desejos das pessoas", disse o sumário.

O Gallup diz que o apoio à legalização passou de apenas 12% em 1969 para 30%, em 2000, e 40% em 2009. No ano passado, outra pesquisa do instituto revelou que 70% dos norte-americanos eram favoráveis a permitir que os médicos pudessem receitar a maconha como analgésico.

Em 1996, a Califórnia se tornou o primeiro Estado norte-americano a descriminalizar o uso médico da maconha. Vários outros Estados também liberaram o uso desde então, embora as leis federais continuem classificando a erva como um narcótico ilegal.

Outra pesquisa, divulgada no mês passado, mostrou que a maconha está se tornando cada vez mais a droga preferida dos jovens adultos nos Estados Unidos. Quase 7% dos norte-americanos com 12 anos de idade ou mais disseram tê-la usado em 2010.

A pesquisa divulgada na segunda-feira pelo Gallup mostrou que os eleitores democratas são mais propensos que os republicanos a apoiarem a legalização(57-35%). Os homens também são mais favoráveis do que as mulheres(55-46%).

No Oeste, Meio-Oeste e Leste dos EUA, mais de metade dos entrevistados apoiam a descriminalização. No Sul, o índice cai para 44 por cento.

A pesquisa telefônica ouviu 1.005 adultos entre os dias 6 e 9 de outubro, e tem margem de erro de 4 pontos percentuais.

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