Recife(PE) – A Polícia Civil de Pernambuco deverá responsabilizar a Império do Forro de Bolso, empresa que importou produtos classificados como lixo hospitalar dos EUA, por suposto envolvimento em crimes sanitários e ambientais, segundo apurado.
O inquérito, que investiga a presença de toneladas de lençóis com nomes de hospitais americanos em galpão da empresa em Caruaru(PE), não resultará, porém, no indiciamento do dono da confecção, Altair Moura.
A Polícia Civil não vai incriminá-lo porque a Justiça estadual se declarou incompetente para julgar o caso. O processo será repassado à Polícia Federal, que já investiga eventual crime de contrabando praticado pela empresa. Se a ação prosseguir, será julgada pela Justiça Federal.
O dono da confecção negou culpa no caso. Ele disse que não encomendou o lixo hospitalar e afirmou que seus materiais são "limpos".
O inquérito será concluído nesta semana. É possível que o laudo técnico não aponte sinais de resíduos biológicos, pois os tecidos já teriam passado por lavagem.
Histórico
Com sede em Santa Cruz do Capibaribe(a 205 km de Recife), a Império do Forro de Bolso, nome de fantasia da importadora na Intimidade, comprou neste ano oito contêineres dos EUA.
Os dois últimos carregamentos foram abertos no porto de Suape(PE) e continham lençóis sujos de hospitais americanos, seringas e luvas usadas. O documento dizia que a carga era "tecido de algodão com defeito". A empresa vendia os lençóis em suas lojas onde foram encontradas peças, algumas manchadas.
