João Pessoa(PB) – A ABMI – Associação Brasileira do Mercado Imobiliário está em alerta com alguns movimentos que incentivam pessoas a negociarem imóveis sem a intermediação de um corretor. No último evento promovido pela entidade, que aconteceu no final de semana passado, em Brasília, com a presença da Teixeira de Carvalho Imóveis como representante da Paraíba, o assunto foi discutido para que a categoria oriente seus clientes sobre os perigos desta prática.
Vender imóveis mais rápido, com negociação direta com o proprietário são algumas das supostas possibilidades divulgadas erroneamente pelos movimentos que aconselham a dispensa do corretor de imóveis, mas que descartam os perigos que esta prática carrega. Segundo Paulino Teixeira de Carvalho Filho, sócio-cotista da Teixeira de Carvalho Imóveis, empresa líder no mercado em comercialização de imóveis na Paraíba, o cliente é livre para escolher a forma como negociar seu imóvel, mas deve estar seguro sobre os trâmites e perigos que envolvem o processo.
Para Paulino, o melhor caminho é procurar uma imobiliária que preza por profissionais gabaritados para atuar na realização de transações. “As empresas do ramo têm, em seu corpo funcional, corretores profissionais com conhecimento técnico e experiência para orientar o comprador. As melhores empresas agregam ainda, em suas equipes, advogados e avaliadores para completar a análise de todos os aspectos do negócio. A exemplo da Teixeira de Carvalho”.
A atividade do corretor de imóveis é prevista pelo Código Civil, no artigo 723 da legislação é previsto que o profissional que não exercer sua atividade corretamente pode ser punido e ter que responder por perdas e danos. “O corretor de imóveis tem a função de intermediar transações imobiliárias e exige formação e conhecimento sobre o ramo. O profissional qualificado atua com seriedade, avalia propostas, contratos, imóveis e são determinantes para o sucesso de um negócio”, explica Paulino.
A presidente da ABMI, Virgínia Duailibe, manifesta a opinião de que em todos os setores existem profissionais gabaritados, responsáveis e que acabam tendo que dividir espaço com outros menos dedicados e que se existem distorções e falta de informação na prestação de serviço desses corretores, que se indique soluções cabíveis. “Uma parcela do ramo não pode ser manchada por aqueles que atuam de forma equivocada se aproveitando dos clientes para obter vantagens”, concorda Paulino.
Além do profissional que se perde, a segurança também acaba sendo afetada já que sem o corretor de imóveis registrado, quem negocia uma propriedade pode ser alvo de golpes de pessoas que se passam por corretores, mas são na verdade assaltantes ou golpistas. “Por essas razões dentre tantas outras, aconselhamos a não dispensar o corretor de imóveis ao negociar seus imóveis”, termina Paulino.
