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Navio que rachou com minério da Vale pode ser consertado

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São Luis(MA) – O navio gigante que rachou enquanto embarcava expressiva quantidade de minério de ferro da Vale pode ser reparado para então seguir viagem, informou nesta sexta-feira(05Dezembro2011) a empresa coreana STX Pan Ocean, dona da embarcação.

De acordo com comunicado da companhia, ainda é muito cedo para avaliar a causa das rachaduras no tanque de lastro do navio Vale Beijing. A empresa afirmou que uma equipe da Coreia vem realizando análise técnica detalhada das condições da embarcação para definir os procedimentos que serão adotados. Segundo informações dadas pelos especialistas que acompanham o caso, há duas fissuras próximas à superestrutura do navio na parte traseira da embarcação. Essas fissuras teriam provocado uma diferença de quatro metros entre a parte traseira e a dianteira do navio, prejudicando a estabilidade da embarcação.

Existe a possibilidade de o navio ser rebocado para um porto de Fortaleza, provavelmente o de Suape, onde a água é mais clara e os técnicos poderão trabalhar melhor na reparação da embarcação, relatou uma fonte que está acompanhando o processo. "A STX contratou uma empresa referência no mercado internacional de salvatagem para remover, assim que possível e de forma segura, parte do combustível do navio", diz a STX em nota.

A empresa informa ainda que apresentou na quinta-feira(08Dezembro2011) à Capitania dos Portos um plano de ação para evitar qualquer impacto ambiental do navio gigante, conforme havia solicitado o Ibama. O órgão ambiental demonstrou preocupação com a possibilidade de vazamento de combustível da embarcação.

O navio afretado pela Vale encontra-se em área de ancoragem do Porto de São Luís, na Baía de São Marcos. "Eles vão retirar o maior parte do combustível da embarcação, mas isso é meramente medida de precaução(pois) o combustível está armazenado em tanques separados", afirmou à Reuters o capitão do porto, comandante Calmon Bahia.



Com destino à Europa, o supercargueiro deveria ter deixado o terminal da Vale no último domingo, em sua primeira viagem. Recém-construído na Coreia do Sul(Foto acima), o navio integra a nova frota que a Vale está montando com o objetivo de reduzir seus custos de transporte transocenânico de minério de ferro.



A embarcação pode não ter suportado a carga, entre outras possibilidades, segundo autoridade local da Marinha do Brasil. A carga, de 260 mil toneladas de minério de ferro, ainda não começou a ser retirada do navio.



A embarcação tem capacidade para 400 mil toneladas, mas a operação de carregamento foi interrompida em função do problema. As operações de embarque de minério de ferro no Píer I já foram normalizadas. A embarcação foi retirada ontem do Píer I, no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, e rebocada para uma área de fundeio, cerca de 9 quilômetros da costa, conforme recomendação da Marinha e de outras autoridades do setor. Durante o período em que o Píer I ficou inoperante, a Vale deixou de embarcar 750 mil toneladas de minério de ferro.

Enquanto estava atracado no porto, o navio sofria sério risco de partir-se, caso o casco da embarcação chegasse a tocar o fundo da baía. Mas após ser rebocado para longe da região portuária, esse risco foi minimizado, segundo as autoridades.

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