Aguiar(PB) – O cabo da Polícia Militar conhecido como Gonçalves, lotado no 13º BPM, sediado na cidade de Itaporanga, alto sertão paraibano, está sendo acusado de ter efetuado três tiros em um deficiente visual conhecido como “Valdevino”, fato ocorrido no último fim de semana na cidade de Aguiar, durante festa dos 50 anos de emancipação política da cidade. O fato teria ocorrido em plena praça pública na presença de autoridades policiais e políticos da região.
O fato de o deficiente visual ter esbarrado na mesa onde se encontrava o militar, teria sido o motivo da tentativa de homicídio. Informações dão conta de que o Cabo PM Gonçalves sacou de uma arma e efetuou os disparos. Houve grande correria, já que o episódio se registrou em praça pública no momento em que muitas pessoas dançavam em comemoração aos 50 anos de emancipação política da cidade.
“Eu estava presente e determinei que todas as saídas da cidade fossem fechadas no sentido de efetuar a prisão do policial”, disse nesta terça-feira(27Dezembro2011), o Major PM Campos, comandante geral do 13º Batalhão da Polícia Militar, de Itaporanga, acrescentando que “os três tiros, apesar de atingirem a vítima, nada de grave ocorreu”. O comandante informou ainda que o procedimento policial foi instaurado e que o Cabo PM Gonçalves se apresentou e vai responder a tentativa de homicídio em liberdade.
O deficiente visual foi socorrido por uma ambulância do Samu para um hospital na cidade de Patos, onde passou por cirurgia e encontra-se sob observação médica. Na manhã da segunda-feira(26Dezembro2011), o delegado Joás Marques, da Delegacia de Polícia Civil em Itaporanga disse que nada poderia fazer, pois o militar, apesar de trabalhar no 13º BPM, em Itaporanga, reside na cidade de Aguiar. “Aquele município é jurisdição de Piancó, no entanto, compete ao delegado José Pereira de Souza apurar a tentativa de homicídio”, afirmou.
Durante toda manhã desta terça-feira(27Dezembro2011), o delegado José Pereira de Sousa foi procurado para falar sobre a tentativa de homicídio, porém, não se encontrava na delegacia e seus telefones celulares estavam desligados.
Na cidade de Aguiar, a insatisfação é grande por parte da população em relação a impunidade, principalmente no que diz respeito ao caso. “É um absurdo. Só porque é policial pode andar atirando nas pessoas?. Efetuou três tiros contra uma pessoa indefesa e já está caminhando normalmente pelas ruas. Ele era para está atrás das grades. Num país onde existe Justiça, isto não ocorreria”, desabafou o sindicalista Francisco de Assis, natural da cidade de Aguiar, que se encontrava na festa.
* Com Marcos Lima – Jornalista – especial para O Bê-a-bá do Sertão.
