O Bê-a-bá do Sertão

Ibama orienta sobre captura de cobras e outros animais

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João Pessoa(PB) –
A construção civil em determinadas áreas de mata, habitat natural de animais silvestres, é um dos fatores que levam ao surgimento de algumas espécies de cobras em quintais e até no interior de residências, às vezes à procura de alimentos. A avaliação é do tenente Eduardo Rodrigues, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar que ontem efetuou a captura de duas cobras. Uma jibóia de dois metros, em João Pessoa e uma salamanta, de mais de um metro, em Santa Rita. A população não deve tentar capturar os animais. O procedimento seguro é acionar os órgãos competentes.

De acordo com o tenente Eduardo Rodrigues, do Batalhão de Polícia Ambiental, da Polícia Militar da Paraíba, a jiboia encontrada por uma senhora no quintal de sua casa, no conjunto Valentina de Figueiredo, em João Pessoa, tem 2 metros de comprimento, não é venenosa, mas é perigosa, ela mata sua presa por asfixia.

O animal foi entregue ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – Cetas, órgão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, e que funciona na Mata do Amém. No Cetas os animais são examinados e depois de alguns dias são soltos em seu habitat natural. Também ontem outra equipe do Batalhão de Polícia Ambiental capturou uma salamanta em Santa Rita, outra serpente não venenosa.

Em João Pessoa funciona no Hospital Universitário Lauro Wanderley, o Centro de Assistência Toxicológica(Ceatox) que tem o objetivo de fornecer informações específicas, em caráter de urgência, a profissionais de saúde e à população em geral, via telefone, em casos de envenenamento, exposição a substâncias tóxicas, contaminação com defensivos agrícolas, acidentes com animais venenosos(cobra, aranha, escorpião) e reações adversas a medicamentos, auxiliando no diagnóstico e tratamento. Dependendo do caso, o plantonista do Ceatox informará se há necessidade do paciente ir ao hospital.

O superintendente do IBAMA na Paraíba, Bruno Faro Eloy Dunda, explica que o Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS é o local para onde a fiscalização do IBAMA encaminha os animais que são apreendidos nas nossas atividades rotineiras, ou seja, aqueles que se encontram em cativeiro ilegal, ou sendo vendidos ilegalmente em feiras livres, ou que foram capturados ilegalmente na natureza.

Nesse Centro de Triagem os animais são, primeiramente, colocados em recintos com outros da mesma espécie, a fim de permitir a ressocialização. Ao mesmo tempo, o IBAMA passa a fornecer a alimentação adequada, ou seja, aquela mais próxima da que os animais encontram na natureza.

Os animais que chegam doentes ou machucados são tratados por nossos servidores com formãção em Medicina Veterinária.

Após serem tratados, bem como após esse período de ressocialização e readapação à vida silvestre, os animais são devolvidos à natureza em locais previamente escolhidos pelo IBAMA segundo alguns critérios importantes, tais como: existência de vegetação abundante, inexistência de grandes agloremados populacionais ao redor, que as áreas sejam protegidas naturalmente, ou seja, que não sejam área onde se constate a caça, etc.

Bruno Faro revela que quanto aos animais que são encontrados nos quintais de casa, a orientação dada pelo IBAMA é que as pessoas não tentem capturá-los, à medida que há necessidade de pessoal treinado para tanto. A tentativa de população de capturar tais animais constitui risco tanto aos animais como às próprias pessoas. Deve-se entrar em contato com o Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar da Paraíba ou com o IBAMA para que se realize a captura desses animais.

"Também orientamos que esses animais não sejam açoitados, aguardando-se a chegada dos profissionais com habilidades para a sua captura", orienta o superintendente do IBAMA.


Serviço

Telefone do Pelotão de Polícia Ambiental com plantão 24 horas: 3218 7222.

Ceatox João Pessoa: 3216 7007 – 0800 7226001

Ceatox Campina Grande: 3310.9238(funciona no Hospital Regional de Emergência e Trauma).

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