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BC lança notas de R$ 10 e R$ 20

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Novas cédulas, que chegam às ruas com um ano de atraso, começam a circular segunda-feira. Elas terão faixa holográfica, marca d"água, tamanho menor que as atuais e marcações em alto-relevo.

Brasília(DF) – O Banco Central vai colocar em circulação, a partir de segunda-feira, as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20, que chegarão às ruas com atraso de um ano em relação ao cronograma previsto inicialmente. Elas seguirão o modelo já adotado nas notas de R$ 50 e R$ 100, que têm tamanhos e elementos gráficos diferentes para dificultar a falsificação. As principais mudanças são a inclusão de uma faixa holográfica com desenhos que alternam formas e movimentos, além de uma marca d’água que trará impresso, em letras menores, o valor monetário da cédula. Para auxiliar deficientes visuais, elas terão tamanhos menores do que as atuais e marcações em alto relevo.

Nesta segunda-feira(23Julho2012), o presidente do BC, Alexandre Tombini, deve detalhar o novo calendário de atualização da família do real, uma vez que a entrada das notas de R$ 10 e R$ 20 estava inicialmente prevista para ocorrer em 2011. A terceira e última etapa desse processo será a troca das cédulas de valores mais baixos, de R$ 2 e R$ 5. Por serem feitas de material menos resistente e levarem verniz, elas têm vida útil média de um ano. Com a troca, deverão durar pelo menos 30% mais, segundo estimativas do BC.



Iniciada há dois anos, a revitalização do meio circulante exigiu um grande esforço operacional da Casa da Moeda, que teve que investir R$ 230 milhões em equipamentos. Como terão mais itens antifraude, essas notas serão também mais caras. Em 2010, quando começou a produção das cédulas de R$ 50 e R$ 100, o Banco Central pagava R$ 170 pelo lote de mil unidades. Agora, o custo cresceu 17,6%, para R$ 200.

O esforço tecnológico necessário para a produção das cédulas teve que ser acompanhado de investimentos na modernização das máquinas de autoatendimento bancário, que não estavam preparadas para receber os novos formatos do papel-moeda.

À época, em meados de 2010, o governo pediu ao setor financeiro que promovesse ajustes técnicos nos terminais. Como as bandejas que guardam o dinheiro não eram adequadas para receber notas de tamanhos diferentes, os bancos tiveram que importar parte do maquinário de países que já dispunham desse tipo de cédula.

Pela complexidade da operação, o lançamento da nova família do real teve que ser adiado pelo Banco Central de junho para dezembro. Na ocasião, a Federação Nacional dos Bancos(Febraban) informou que 173,4 mil terminais de autoatendimento teriam que ser modificados.

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