João Pessoa(PB) – O uso de entorpecentes como maconha, cocaína e lança perfume por parte de condutores de veículos acarretará as mesmas penalidades do uso do álcool, por parte dos agentes e de policiais destacados no Batalhão de Policiamento de Trânsito, sob o comando do Coronel PM Paulo Sérgio.
As pessoas que se negarem a fazer exames toxicológicos de sangue ou urina – que comprovam a presença dessas substâncias no organismo – terão que pagar multa de R$ 1.915,40 e o condutor ainda perde o direito de dirigir por um ano, da mesma forma que acontece com os que se negam a fazer o teste do bafômetro. Já os que fizerem os testes e tiverem resultado positivo, serão indiciados e responderão a inquérito policial.
Mesmo que a ingestão de entorpecentes não seja detectada pelo bafômetro, as caracteristicas físicas que indicam os efeitos das drogas poderão ser identificadas pelos agentes de trânsito. "Todos os agentes estão habilitados não só os sintomas de embriaguez nos condutores, mas também os sintomas de consumo de entorpecentes. A lei proíbe a ingestão de álcool e análogos. Drogas estão incluídas, até mesmo os medicamentos de tarja preta, que proíbem a conduçao de veículos", pontuou o Cel PM Paulo Sérgio.
Depois que é verificado pelos agentes que o condutor apresenta estado fisiológico alterado, ele é convidado a realizar o teste do bafômetro. Se o teste apresenta resultado negativo e continuam visíveis os sintomas de anormalidade do condutor de veículo, o agente poderá conduzi-lo até a delegacia, onde serão solicitados os exames toxicológicos ao IPC(Instituto de Polícia Científica). "Se o agente quiser, inclusive, poderá prestar depoimento afirmando que os sintomas foram detectados", acrescentou o delegado Ramirez São Pedro. De acordo com o Cel PM Paulo Sérgio, daí em diante p trabalho de investigação deixa de ser da Polícia de Trânsito e passa a ser da Polícia Civil.
Os sintomas do consumo do álcool são muito parecidos com os do consumo de entorpecentes. "O que vai diferenciar é que com o álcool o hálito fica muito alterado, o condutor perde mais o equilíbrio e fica cambaleando e a fala fica mais lenta. Já com entorpecentes, dependendo da droga utilizada, o usuário pode ficar mais elétrico e falar frases sem nexo, como acontece com êxtase, e cocaína, ou ficar com a fala mas lenta e apresentar um odor característico, como é o caso da maconha. A vermelhidão nos olhos e a sudorese são comuns a mabos os casos", pontuou p Cel Paulo Sérgio.
