O Bê-a-bá do Sertão

Secretário oferece R$ 20 mil por informações concretas sobre Rebecca e Fernanda

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João Pessoa(PB) – O Secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba, Cláudio Lima(Foto abaixo), em entrevista, ofereceu a quantia de R$ 20 mil reais(R$ 10 mil disponibilizado pelo Estado sobre cada caso), para quem prestar informação concreta sobre o paradeiro dos assassinos da estudante Rebeca Cristina Alves Simões(15 anos) e sobre os envolvidos no caso de Fernanda Hellen Miranda Cabral de Oliveira(11 anos).

As pessoas que tiverem informações seguras sobre esses dois casos devem ligar para o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social(Seds), pelo número 197, ou diretamente para o gabinete do secretário por meio do número (83) 3213.9003. Apesar de o Disque Denúncia ser um instrumento que garante o sigilo, será criado um mecanismo de identificação para que os denunciantes recebam o pagamento da eventual recompensa.

Cláudio Lima explicou que os valores – RS 10 mil para o caso de Fernanda Ellen e R$ 10 para o de Rebeca – serão financiados por parceiros da Seds, já que o Estado da Paraíba não dispõe de uma previsão orçamentária para esse tipo de ação. Ele salientou que todas as informações serão investigadas. “Apenas aquelas que contribuírem de forma direta para a elucidação final desses crimes serão recompensadas. O trote é crime e as pessoas que utilizarem este instrumento de forma ilegal serão devidamente responsabilizadas”, alertou.

Caso Rebecca Cristina

A estudante Rebeca Cristina Alves Simões(Foto acima), de 15 anos, foi encontrada morta com vários tiros na cabeça na tarde da segunda-feira(11Julho2011), num matagal da Praia de Jacarapé em João Pessoa.

Como fazia todas as manhãs, a estudante saiu de casa às 07h00m para assistir aula no colégio Militar. Por volta das 12h30m a mãe sentiu falta da menina, pois ela não havia retornado da aula para casa, no bairro de Mangabeira e acionou a polícia.

Rebeca Cristina foi encontrada usando apenas calcinha em um matagal considerado área de desova em Jacarapé. Ela era enteada do Cabo Edmílson da Polícia Militar da Paraíba.

Uma equipe do Instituto de Perícia Científica da Capital esteve no local onde o corpo da adolescente foi encontrado para investigar indícios do crime. A suspeita de estupro não foi descartada.

O corpo da estudante Rebecca Cristina foi velado na Igreja Assembleia de Deus no bairro de Mangabeira e sepultado às 17h00m da terça-feira(12Julho2011) em um cemitério na mesma localidade.

Inquérito
Durante as investigações cerca de 12 pessoas realizaram exames de DNA junto ao Instituto de Polícia Científica(IPC) no entanto ninguém foi incriminado.

Doze pessoas já realizaram o procedimento, que é crucial para a polícia conseguir identificar o autor. Para o delegado Marcos Paulo Vilela, titular da Delegacia de Homicídios da Polícia Vicil paraibana a maior dificuldade para a solução do crime é a falta de testemunhas.

"Tem pessoas que querem aparecer. Já ouvimos 50 pessoas e o inquérito tem 450 páginas. Estamos analisando informações e cruzando dados que levam a outros dados, mas não temos testemunhas que nos remetam às provas técnicas”, pontuou o delegado.

Para o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, coronel Lívio Delgado, a PM-PB, está cautelosa, porque existe muito sensacionalismo e especulação. Dois ex-namorados de Rebecca, o padrasto da garota, um ex-presidiário e até um estuprador foram ouvidos. Eles também forneceram amostras de material genético.

Família mantém esperança
A notícia de que havia um novo suspeito no caso de Rebecca reforçou as esperanças da família na elucidação do crime. Porém, para Tereza Cristina Gomes Alves, mãe da garota, pode ser que nada aconteça mais uma vez. “É muita conversa para pouca certeza”, resumiu. A dona de casa afirmou não saber de qualquer ligação da filha com policiais, mas como ela estudava no Colégio da Polícia Militar é possível que conhecesse.

De qualquer forma, nem imagino quem seja esse suspeito. Aliás, quem é mãe não sabe das amizades dos filhos fora de casa. Os que eu conhecia eram os colegas da escola e os da igreja”, acrescentou.

Apesar da demora para encontrar o culpado pelo homicídio, Tereza garantiu que não perde as esperanças de que o culpado seja encontrado e devidamente punido. “Quando surge um novo suspeito prefiro me manter com o pé no chão”, enfatizou.

Confira reportagens sobre o caso Rebecca:

 

Caso Fernanda Hellen

A estudante Fernanda Helen Miranda Cabral de Oliveira(Foto acima), de 11 anos, foi vista pela última vez por volta das 15h00m do dia 7 de janeiro, após sair do colégio, no bairro Alto do Mateus, em João Pessoa. A criança usava blusa rosa, short azul e tinha 11 anos de idade.

Pelos menos três equipes da Polícia Militar estão trabalhando diretamente na coleta de dados e investigações do caso, além de policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude e integrantes do Corpo de Bombeiros.

Todo o efetivo já foi informado do desaparecimento da menina e da busca por pistas. Segundo o sargento Eriberto Farias, da Unidade de Polícia Solidária do Alto do Mateus, a equipe foi acionada na tarde da segunda(07Janeiro2013) pela família da menina, através do serviço de Linha Solidária (8879.2590). De imediato, foram iniciadas as buscas.

A família nos informou que a adolescente saiu de casa às 15h00m para pegar o boletim no colégio onde estuda, a cerca de 300 metros de casa, no Alto do Mateus. Depois de pegar as notas, ela foi embora e desde então não se tem mais notícias seguras sobre ela”, contou o militar.

A polícia também está ajudando a família no trabalho de divulgação de fotos. Foram impressos cartazes com as imagens e com os telefones da família e da polícia, que estão sendo distribuídos por toda região metropolitana de João Pessoa. A família também usa as redes sociais na esperança de obter qualquer informação que ajude na investigação policial.

Recebemos diversas ligações, mas todas com informações desencontradas. Ainda assim, estamos checando todas as possíveis pistas e pedimos a sensibilidade da população para ajudar no nosso trabalho”, disse o sargento Eriberto.

Além dos números da Linha Solidária, a população pode ligar para o 190, sem precisar se identificar. Maiores informações, ligar para a família nos telefones: (83)8870.1287, ou (83)8870.1778.

Confira os números da Linha Solidária de cada UPS:

UPS do Alto do Mateus: (083) 8879-2590

UPS de Mandacaru: (083) 8619-2213

UPS da Bola na Rede: (083) 8716-7927

UPS do São José: (083) 8628-7040

UPS da Bela Vista: (083) 8797-2717

UPS Jardim Planalto: (083) 8835-1228

UPS Roger: (083) 8714-0119

UPS Jaguaribe: (083) 8818-5369

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