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Paraíba já tem racionamento de combustível

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Alerta é do Sindipetro, que avisa ainda que a a Petrobrás quer concentrar em Pernambuco os procedimentos de recepção e distribuição dos combustíveis no Nordeste.

João Pessoa(PB) – A Paraíba está sofrendo redução no abastecimento de combustível nos postos devido a um processo de diminuição de custos adotado pela Petrobrás e escassez de derivados de petróleo no país. Além disso, há um aumento significativo nos contratos de exportação e graves problemas com logística. Por essas razões, a distribuição pelo Porto de Cabedelo teve redução de 50% e poderá ser feita totalmente por Suape, em Pernambuco.

Os donos de postos de combustível de João Pessoa alegam que, dessa forma, os produtos serão transportados no Nordeste pelas rodovias, o que deve encarecer os produtos. Contudo, ainda não é possível determinar se haverá aumento nos preços.

As informações foram confirmadas nesta quarta-feira(17Julho2013) pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo na Paraíba(Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho. Ele esclarece que a Petrobrás quer concentrar em Pernambuco os procedimentos de recepção e distribuição dos combustíveis no Nordeste, reduzindo ao máximo o trabalho do entreposto no porto de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa.

A Paraíba deixou de vender cerca de 10 milhões de litros somente no mês de junho com as reduções no fornecimento. Cabedelo recebia quatro navios com produtos [com 20 milhões de litros], mas agora recebe somente dois. Parte do que é utilizado na Paraíba vem de Pernambuco e isso poderá ser mais frequente, porque a distribuição para vários estados da nossa região deverá ser 100% concentrada no Porto de Suape”, diz Omar.

Ele lembra que os problemas com abastecimento na Paraíba existem desde o final de 2012. Os consumidores nem sempre encontram o combustível que procuram nos postos porque há rodízio e revezamento na distribuição. “Por exemplo, parte dos postos recebe gasolina aditivada. Outros têm apenas a comum. Alguns recebem uma quantidade de diesel um pouco menor. No Estado, isso ocorre sempre, desde dezembro do ano passado, e deixa muita gente sem o derivado que precisa”, explica.

A dificuldade de encontrar o produto adequado para os automóveis é confirmada pelos consumidores paraibanos. O publicitário Rafael Rubens relata que só abastece com gasolina aditivada, mas, às vezes, não a encontra em todos os postos. O produtor Júlio César Araújo também revela que não acha o tipo de combustível que procura e precisa se deslocar com frequência para outro posto que tenha o produto adequado para o veículo dele. Situação semelhante é enfrentada pelo jornalista Luís Carlos. “Postos de Bayeux, na Grande João Pessoa, e também no bairro Jaguaribe, na Capital, não têm determinados tipos de gasolina. Paro meu carro para abastecer, mas acabo tendo que me dirigir a outro local para encontrar o produto que preciso”, revela.

O presidente do Sindipetro explica que os problemas com a distribuição dos combustíveis são nacionais e revela que há uma séria complicação observada na logística. Ou seja, nas formas de transporte e armazenamento dos derivados de petróleo. Segundo ele, não há previsão de uma solução para o caso e Omar declara ainda que não pode falar sobre preços. “Não estou vendo providências para resolver essas pendências com a logística. A tendência é que fique pior, podendo chegar a um consequente colapso no abastecimento de combustível nos postos paraibanos, em setembro deste ano. As refinarias novas do Brasil devem aumentar o fornecimento de diesel, não de gasolina. Não posso adiantar nada sobre preços porque isso ainda é muito prematuro. Chega a ser cômico lembrar que o nosso país exporta derivados para o mundo, mas agora não tem o suficiente para o consumo nacional”, disse.

* Portal Correio.

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