Brasília(DF) – O Ministério do Esporte divulgou ontem uma atualização da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo e o balanço apontou um aumento de R$5 898 milhões no custo dos estádios em relação ao levantamento anterior. Além disso, foram retiradas da matriz 14 obras de mobilidade urbana, em portos e aeroportos, que juntas teriam custo de R$ 51,2 bilhão. Isso significa que essas obras não serão concluídas para o Mundial.
Em relação aos 12 estádios da Copa, a quarta atualização do documento, feita em dezembro do ano passado, apontava que o investimento previsto era de 7,107 bilhões de reais. Nove meses depois, essa conta já chegava a R$ 8,005 bilhões, uma diferença de R$ 589,8 milhões. É praticamente o valor do Itaquerão, cujo custo oficial é de RS 820 milhões, mas que com os juros cobrados pelos empréstimos feitos para tocar a construção já chega a R$ 900 milhões.
O aumento nos custos de construção dos estádios se deu principalmente pela conclusão das arenas públicas utilizadas na Copa das Confederações.
O Mané Garrincha, em Brasília, deveria custar R$ 51,015 bilhão na conta divulgada em dezembro. Na atualização divulgada ontem já apontava o valor de R$ 5,403 bilhão. Uma diferença de quase R$ 5 400 milhões.
No Sul
Na infraestrutura, Porto Alegre foi a cidade que teve mais obras excluídas. Foram 10 intervenções, das 14 retiradas da matriz, todas de mobilidade urbana. De acordo com o ministério, foi a própria prefeitura da capital gaúcha, responsável pelos projetos, que pediu a exclusão.
Outras obras que não fazem mais parte do documento são a Via 710, em Belo Horizonte, e o corredor Cândido de Abreu, em Curitiba, além da reforma do aeroporto de Recife e das melhorias previstas para o porto do Rio de Janeiro.
O ministério informou que todos os investimentos relacionados à Copa somam R$ 525,5 bilhões, com base nos dados referentes ao mês de setembro.
Aumento
8,005 bilhões é o custo atuai das 12 arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo.
