As meninas foram encontradas muito feridas em um local conhecido como Morro do Garrote, próximo à entrada de Castelo do Piauí, no interior do Estado. O Promotor de Justiça informou que garotas foram amordaçadas, vendadas, amarradas e jogadas de penhasco.
O Promotor de Justiça Cesário Cavalcante Neto, responsável pela representação no caso do estupro coletivo em Castelo do Piauí(PI), informou que as adolescentes foram violentadas sexualmente por duas horas em uma forma de ‘rodízio‘. Os cinco envolvidos teriam amarrados as vítimas em um pé de caju, amordaçado, vendado, e, em seguida, foram se revezando para que todos estuprassem todas as meninas.
Danielly Rodrigues Feitosa(17 anos), uma das vítimas, não resistiu e morreu no último domingo(07Junho2015). O promotor acredita que Danielly tenha oferecido resistência. Quando foram encontradas, três garotas estavam totalmente vestidas, mas Danielly estava de shorts, porém sem calcinha.
No último dia 27 de maio(2015), as quatro meninas, com idades entre 15 anos e 17 anos, foram em duas motos a um ponto turístico próximo à cidade para fazer fotografias. Elas foram abordadas pelos suspeitos quando desciam do local.
Segundo o promotor, depois que elas foram abusadas, os suspeitos arrastaram as garotas até um penhasco e as jogaram de uma altura de 10 metros. Depois desceram para conferir se elas estavam mortas e as feriram com pedradas ao perceber que ainda estavam acordadas. “Eu nunca vi um crime ser cometido, em grupo, com tanta crueldade. Os envolvidos confessaram de forma lúcida tudo o que praticaram”, disse o promotor.
As quatro garotas foram encontradas muito feridas em um local conhecido como Morro do Garrote, próximo à entrada de Castelo do Piauí, no interior do Estado. Elas estavam com os punhos e as pernas amarrados, bastante ensanguentadas e com muitas escoriações. Apenas uma garota estava acordada, mas em estado de choque.
De acordo com a Polícia Civil, as jovens foram estupradas, agredidas e depois empurradas do alto do morro. Por conta da gravidade dos ferimentos, as meninas foram transferidas do hospital Nilo Lima, em Castelo, para o Hospital de Urgência de Teresina.
Conforme resultado do IML(Instituto Médico Legal), uma das vítimas era virgem, e, portanto, estupro de vulnerável. No país, o estupro é classificado como crime hediondo – são aqueles que têm maior repulsa por parte da sociedade.

A vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, esteve no hospital para conversar e dar apoio às famílias das vítimas. Ela garantiu que o Estado se responsabilizará pelo caso. Informações preliminares apontam que as jovens estudavam juntas e haviam se encontrado para fazer um trabalho da escola. Elas estavam em duas motos.
Três menores foram apreendidos e um homem foi preso na manhã da quinta-feira(28Junho2015). Eles confessaram o crime e devem responder por, pelo menos, cinco crimes cada um. A polícia capturou também um quinto suspeito conhecido como Adão, que teria sido o mandante do crime.
Buscas
Um grupo de moradores, a maioria jovens, foi responsável por encontrar as quatro meninas de Castelo do Piauí(184 km de Teresina) desacordadas e muito feridas, após sofrerem estupro coletivo e serem jogadas de um precipício de oito metros. Eles alegam que houve descaso da polícia, que nega.
O caso parece roteiro de filme. Na tarde de 27 de maio, quatro adolescentes entre 15 e 17 anos saem com duas motos dos pais para fazer fotos em um morro com vista panorâmica da cidade. Ao mesmo tempo, policiais se preparam para uma ronda perto do morro, a 1,5 km do centro da cidade de 18 mil habitantes, à procura de um acusado de assaltar a gerente de um posto, dias antes.
Eles haviam recebido a informação de que Adão José de Sousa, 40, que já havia cumprido pena em São Paulo por roubo e homicídio, estava escondido no local. Ao se aproximarem do morro, avistam duas motos estacionadas. Dizem que subiram o morro, mas não encontraram ninguém. Colocam as motos sob uma camionete e as levam à delegacia.
Lá, um parente de uma das vítimas reconhece uma das motos e alerta a família da menina. Logo os pais das outras garotas são avisados sobre o desaparecimento delas, tal qual amigos e vizinhos.
Mobilização
Começa uma mobilização. De início, suspeitam de sequestro. Uma rádio local transmite o caso ao vivo. Um grupo vai para a delegacia, mas, segundo a versão dos moradores, só havia um policial à paisana, que, de acordo com eles, disse nada poder fazer "por estar só".
Castelo do Piauí está sem delegado desde o início do ano. Só há um policial militar e um policial civil a cada turno diário. A delegacia é um cubículo de duas salas. Foi então que, armados de lanternas e facões, amigos das meninas subiram o morro, mesmo sem ajuda policial.
Refazendo o caminho da cidade ao local, são cerca de dez minutos por estrada íngreme e pedras soltas. "Primeiro avistamos um short no chão, depois um sutiã pendurado na árvore", conta I., 17. Franklin, 22, vasculha o local e vai até a beira do precipício, aponta a lanterna para baixo e vê as meninas no chão. "Pensei que estavam mortas". Desceu os oito metros segurando na vegetação.
As garotas estavam ainda amordaçadas com suas próprias roupas. Ao se aproximar delas, percebeu que uma estava consciente. "Para, pelo amor de Deus", disse a menina, pensando se tratar ainda dos seus estupradores. Ao saber que estava nas mãos de amigos, chorou, agradecida.
As demais continuavam desacordadas, mas respirando. "Cortei panos e cordas que estavam no pescoço delas. Tiramos nossas camisetas para cobri-las. Também proibi que tirassem fotos delas. Cheguei a quebrar o celular de um dos caras".
Edison Lima, coordenador da Polícia Civil local, diz que a população ajudou, mas não houve omissão da polícia. "Foi um trabalho conjunto", diz. Segundo ele, mais de 80 policiais da região foram deslocados para o município".
Para Jorge Feitosa, pai de Danyelle, 16, que morreu no vítima dos ferimentos do estupro coletivo, os policiais falharam. "Se tivessem vasculhado a área direito, quando encontraram as motos, eles (os criminosos) teriam fugido e, talvez, não teriam tido tempo de fazer o que fizeram".
Adão José Silva Souza e os adolescentes I.V.I., 15, J.S.R., 16, B.F.O.,15, e G.V.S., 17, estão detidos em Teresina. O maior, apontado por um dos menores como mentor do crime, nega o envolvimento. Os quatro adolescentes confessaram o crime no dia em que foram apreendidos, mas três deles passaram a negar o estupro. Dois dizem que foram espancados. Por fotos, as meninas violentadas reconheceram os menores.
Confira vídeo:
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