O advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, acaba de anunciar nesta segunda-feira(11Maio2020), em entrevista no programa Aqui na Band, que foi procurado por uma testemunha-chave para elucidar a tentativa de homicídio da qual foi vítima o então candidato.
No dia dos fatos, a pessoa que deteve Adelio, quando ele tentava evadir-se do local, não foi um policial.
A testemunha a que se refere Wasseff é justamente essa pessoa que deteve Adelio no dia do crime. Um cidadão comum.
Essa pessoa gravou vídeo no momento da detenção, que, segundo o advogado, será determinante na elucidação do crime.
Facada
Consta que no dia 6 de setembro de 2018 o então deputado federal Jair Bolsonaro sofreu um atentado, enquanto era carregado em meio à uma multidão de apoiadores, num evento que promovia sua campanha eleitoral para a presidência do Brasil na Rua Batista de Oliveira, esquina com Rua Halfeld, na cidade de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais.

O deputado sofreu um golpe de faca na região do abdômen desferido por Adélio Bispo de Oliveira. Imediatamente após o ataque, Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Misericórdia da cidade de Juiz de Fora(MG), onde foi constatado que o esfaqueamento havia causado três lesões no intestino delgado e uma lesão em uma veia do abdômen que gerou uma forte hemorragia.
Mesmo com a gravidade dos ferimentos e com uma grande perda de sangue, o presidenciável conseguiu sobreviver. Ao todo, Bolsonaro realizou quatro cirurgias relacionadas aos danos causados no atentado.
No momento do atentado Adélio Bispo de Oliveira foi preso em flagrante pela Polícia Federal e conduzido para a delegacia central da cidade. O autor citou teorias de conspiração políticas e disse ter agido a mando de Deus. Após investigação a polícia concluiu que Adélio agiu sozinho no crime, sem ser orientado por um mandante.
Em junho de 2019, a prisão preventiva de Adélio foi convertida em uma internação por tempo indeterminado na penitenciária federal de Campo Grande no Mato Grosso do Sul. A faca utilizada no atentado foi coletada pela Polícia Federal e atualmente está em exposição no museu da corporação em Brasília.