Inquérito diz que há indícios de que Taciana Ribeiro teria matado Helton por motivo fútil e sem chances de defesa. Processo foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba e corre em segredo de Justiça.
A empresária Taciana Ribeiro Coutinho, suspeita de matar o marido a tiros na fazenda Zumbi, em Sapé, foi indiciada por homicídio duplamente qualificado após conclusão do inquérito pela Polícia Civil, informou o delegado Luciano Soares, Superintendente Regional da Polícia Civil em João Pessoa, nesta quinta-feira(21Maio2020).
O inquérito foi protocolado no Fórum da Comarca de Sapé, município da zona da mata paraibana, no dia 18 de maio e os autos entregue ao Ministério Público da Paraíba na quarta-feira(20Maio2020). Conforme consulta processual no site do Tribunal de Justiça da Paraíba(TJPB), o processo corre em segredo de Justiça.
De acordo com o Delegado Luciano Soares, Superintendente Regional da Polícia Civil em João Pessoa, as investigações foram feitas pelo delegado Reinaldo Nóbrega, que, pelo resultado da perícia, entendeu que há indícios de que ela teria cometido o crime contra Helton Pessoa com os agravantes de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
Em relação à morte do empresário, o laudo pericial apontou que o empresário Helton Pessoa foi atingido com um tiro na cabeça e que os disparos foram dados pelas costas. A informação foi divulgada pelo advogado Daniel Alisson, da defesa da vítima. A esposa de Helton cumpre prisão domiciliar como principal suspeita do crime. Ela alegou que atirou em legítima defesa e que teria sido espancada por Helton.
Entenda o caso
O empresário Helton Pessoa foi morto a tiros na sexta-feira(10Abril2020), na fazenda onde estava isolado com a família devido à pandemia de Covid-19. O corpo do empresário Helton Pessoa foi enterrado no dia seguinte(Sábado/11Abril2020) no município de Arara, no Agreste paraibano.
Taciana foi presa preventivamente e interrogada pela Polícia Civil no mesmo dia do enterro da vítima. Durante depoimento, ela alegou legítima defesa para o crime. A prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar.
Durante o interrogatório, Taciana disse que o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. Apesar de não apresentar ferimentos visíveis, a mulher foi submetida a exames de corpo de delito.
Como a prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar, depois do depoimento ela foi levada para um presídio, onde recebeu uma tornozeleira eletrônica. Em seguida, foi levada para a residência informada nos autos judiciais.
O advogado da família da vítima informou que foi notificado sobre o indiciamento e que a família lamenta o fato do processo correr em segredo de Justiça. “Não existe novidade quanto ao conteúdo do inquérito, o que nos deixa triste é a situação de segredo de Justiça, porque agora a população não vai poder ter acesso a informações à respeito do processo”, disse.
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