A declaração foi feita durante o voto de sua colega, a desembargadora Quézia Gonzalez. “Isso, faz essa carinha de filha da puta“, interrompeu o desembargador, vindo a colocar a mão sobre a boca no momento em que sua imagem ficou em destaque na videoconferência.
A seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Santa Catarina oficiou o magistrado para que se pronunciasse e emitiu nota de repúdio, considerando que supostamente o desembargador teria se dirigido à advogada de uma das partes do julgamento, a advogada Roberta Martins Marinho Vianna Neves.
“Trata-se de conduta inapropriada, que viola o dever de urbanidade do magistrado, previsto no art. 35, IV, da LOMAN (Lei Complementar 35/79), e o parágrafo único do art. 6º do Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906/94). As instituições que em conjunto firmam a presente nota repudiam esta conduta, por atentar contra a atuação da advocacia e violar suas prerrogativas, expondo a classe e a magistratura ao vexame público“, diz o texto, também assinado pela Associação Catarinense dos Advogados Trabalhistas e pelo Instituto dos Advogados de Santa Catarina.
Em nota, o desembargador José Ernesto Manzi negou que tivesse se dirigido a qualquer um dos participantes da sessão de julgamento. Disse que estava enviando áudio para grupos de WhatsApp e reclamou do que chamou de “moralismo“.
O magistrado também disse que a nota de repúdio da OAB se fez “de forma apressada, sem conhecer todos os lados da questão“.
CONFIRA O TRECHO DO VÍDEO
EIS A ÍNTEGRA DA NOTA DO DESEMBARGADOR
Presidente da 3ª Câmara do TRT-SC