O médico cardiologista Marcos Aurélio de Oliveira Barros (85 anos), um dos nomes mais respeitados da medicina paraibana, não resistiu à Covid-19 e faleceu por volta das 17h00 neste sábado(1ºAgosto2020).
Ele tinha 90 anos e estava internado em uma UTI do Hospital da Unimed “Alberto Urquiza Wanderley“, em João Pessoa(PB), há cerca de 10 dias onde deu entrada por conta de uma fratura no úmero, osso longo e o maior membro superior, ocasionada por um acidente doméstico, além de apresentar sintomas de infecção com o coronavírus, já no estágio de dificuldade respiratória.
Membro da Academia Paraibana de Medicina, cardiologista e clinico geral, Marcos Aurélio era natural de Campina Grande(PB). Foi um dos fundadores do Hospital Samaritano, na capital, ao lado dos médicos Lavoisier Feitosa e Augusto Almeida Filho, no ano de 1970.
Ele formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia no ano de 1958. Estagiou no Departamento de Cardiologia da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, em 1961; no Instituto Nacional de Cardiologia do México, em 1962.
Em 1964, iniciou suas atividades na Universidade Federal da Paraíba onde lecionou por muitos anos e conquistou o título de professor livre docente, como doutor em Medicina.
Na UFPB, exerceu várias funções, como diretor do Núcleo de Medicina Tropical; fundador e coordenador do Programa de Residência Medica e e diretor-presidente da Cooperativa Cultural.
Foi também presidente do Programa Internacional dos Companheiros das Américas Paraíba-Connecticut (EUA) e da Academia Paraibana de Medicina no biênio de 1997 a 1999.
O médico Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, lamentou a morte do médico Marcos Aurélio Barros. “Em nome da Sociedade Brasileira de Cardiologia, manifesto o pesar pelo falecimento do Prof Marco Aurélio de Oliveira Barros, um grande médico, professor e cidadão da melhor estirpe. A medicina da Paraíba e do Brasil, em particular a Cardiologia, perdem um dos seus mais ilustres médicos. Marco Aurélio sempre será lembrado por seu saber e humanismo”, pontuou.