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Elias Maluco recusou atendimento de advogados antes de ser encontrado morto

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O traficante Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco, não quis ser atendido por seus advogados na terça-feira (22Setembro2020) no Presídio Federal de Catanduvas, na região oeste do Estado do Paraná, onde cumpria pena pela morte do jornalista Tim Lopes, no Rio de Janeiro.

De acordo com informações os advogados chegaram ao presídio, mas foram informados de que ele havia se recusado a ser atendido. “Apenas quando chegamos na cidade Cascavel, voltando de Catanduvas, vimos uma notícia de que ele havia morrido. As informações extraoficiais são de que ele teria cometido suicídio, mas não temos confirmação. Estranhei demais a postura dele de recusar atendimento. Eu o defendia há dois anos e isso nunca havia acontecido“, disse uma das advogadas em entrevista.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) confirmou a morte do traficante e informou que o local foi preservado até a chegada da Polícia Federal, que foi acionada para realização da perícia. O comunicado não esclarece se os indícios são de morte violenta, natural ou suicídio. Ainda de acordo com o departamento, a família de Elias foi comunicada pelo serviço social da unidade.

Morte

Segundo informações do Departamento Penitenciário (Depen) Elias Maluco foi encontrado morto em sua cela na unidade de segurança máxima na tarde da terça-feira (22Setembro2020). A Polícia Federal (PF) foi chamada para fazer perícia no local. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Cascavel, na região oeste do Estado do Paraná, após a perícia.Segundo o Depen, a família foi comunicada da morte pelo Serviço Social do Presídio Federal de Catanduvas. Ainda de acordo com o departamento, a Polícia Federal foi chamada para fazer a perícia no local.

Prisão

Elias Maluco foi preso no dia 19 de setembro de 2002 e, em 2005, foi condenado a 28 anos e seis meses de prisão pela morte do jornalista Tim Lopes, morto em junho de 2002 enquanto fazia uma reportagem sobre abuso de menores em um baile funk da favela Cruzeiro.

Em 2013, foi sentenciado a mais 10 anos, sete meses e 15 dias de prisão, desta vez pelo crime de lavagem de dinheiro. A mulher e a sogra dele também foram condenadas pelo mesmo crime.Desde então, Elias Maluco ficou em presídios federais de segurança máxima. Em 2019, Elias teve um pedido de habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas permaneceu preso.

O traficante ficou conhecido pelos métodos bárbaros com que matava pessoas. O corpo de Tim Lopes foi carbonizado numa fogueira de pneus conhecida como micro-ondas e só pôde ser reconhecido após exame de DNA. Outras seis pessoas foram condenadas por participação no crime.

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