Desde o dia 1º de agosto, quando teve início o Censo 2022, até a manhã desta quinta-feira (11Agosto2022), cerca de sete recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram assaltados na Paraíba. De acordo com o instituto, os assaltos aconteceram nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande, Queimadas e Sousa. Pelo menos cinco trabalhadores tiveram os equipamentos usados no mapeamento da população e objetos pessoais roubados, como celulares, por bandidos. O último deles ocorreu esta semana em Campina Grande, no Agreste da Paraíba.
Boletins de Ocorrência foram registrados pela instituição. De acordo com Jorge Alves, coordenador de Divulgação do Censo, os aparelhos usados no trabalho das equipes servem exlusivamente para o trabalho dos recenseadores . Ele ressalta que o equipamento não é smartphone, além de ser rastreável e inutilizado pelo IBGE em caso de roubo ou extravio. Portanto, não tem valor de mercado.
Em nota, o IBGE ressaltou que os dados coletados pelos dispositivos são criptografados e transmitidos logo após as entrevistas. Em caso de necessidade ou urgência, todas as informações e programas são destruídos automaticamente, de forma remota, na primeira operação ou em qualquer conexão que o equipamento fizer à internet. Esse mecanismo impede o acesso aos dados coletados, garantindo o total sigilo dos questionários ou informações.
A coleta domiciliar do Censo Demográfico 2022 começou no dia 1º deste mês. A previsão é de realizar entrevistas em quase 90 milhões de endereços, nos 5.568 municípios brasileiros. De acordo com o IBGE, os resultados do levantamento revelam as tendências e os parâmetros sobre nascimentos, mortes e migração, indispensáveis para a elaboração de projeções, estimativas populacionais e políticas públicas específicas.