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Possibilidade de transplante de cabeça chocou a comunidade científica

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A notícia do transplante de cabeça em 2015 chocou o mundo. O cirurgião italiano Sergio Canavero chegou a anunciar, em 2015, que realizaria em 2017 o primeiro “transplante de cabeça” da história da medicina.

A cabeça de um paciente lúcido, mas com o corpo danificado por uma doença degenerativa, seria implantada em um novo corpo.

Porém a cirurgia foi adiada e em seguida cancelada em 2018 e desde então poucas notícias foram divulgadas sobre isso.

O paciente

Um russo com uma condição médica terminal deveria se tornar a primeira pessoa a passar por um transplante de cabeça. Valery Spiridonov, um cientista da computação de 30 anos, possuia amiotrofia espinhal do tipo Werdnig-Hoffman, o mais grave da doença, e esperava realizar a cirurgia até 2016.

A cirurgia seria feita pelo médico italiano Sergio Canavero, que afirmava ter a capacidade de cortar a cabeça de Spiridonov e anexa-la a outro corpo saudável, segundo informações do Daily Mail.

À publicação o russo afirmou estar com medo, mas ressaltou que não tinha muitas opções e se não tentasse o transplante teria um destino “muito triste”, pois a cada ano seu estado de saúde se agravava.

Em entrevista à CNN, o cirurgião italiano Sergio Canavero afirmou que possuía todas as técnicas necessárias para o transplante de cabeça a um organismo doador e que estaria recebendo cartas solicitando o procedimento.

O médico, contudo, afirmou que inicialmente o procedimento seria realizado apenas em pacientes que sofriam de uma doença que envolvesse a parte muscular

Transplante

O primeiro transplante de cabeça de macaco foi realizado há 53 anos, mas o animal morreu oito dias depois porque o organismo não se adaptou. No ano de 2015, houve um transplante de cabeça de um rato na China.Segundo o Daily Mail, Canavero tem sido comparado por especialistas com o Dr. Frankenstein (personagem de um romance gótico de 1831 que constrói um monstro em seu laboratório).

A operação deveria durar 36 horas e o custo estimado era 7,5 milhões de libras (aproximadamente R$ 47,4 milhões). O corpo viria de um doador que teve morte cerebral, mas tinha todos os outros órgãos em bom funcionamento.

Cirurgia

De acordo com a publicação, o médico italiano afirmou que doador e paciente teriam suas cabeças cortadas da medula espinhal ao mesmo tempo, utilizando uma lâmina extremamente afiada para dar um “corte limpo”.

A cabeça do paciente seria colocada no corpo do doador e “colada” com uma substância chamada polietileno glicol, que teria a capacidade de fundir as duas extremidades da medula espinhal.

Os músculos e o sangue seriam “abastecidos” e o paciente seria colocado em coma por quatro semanas para ser impedido de mover a cabeça e o corpo.

Quando o paciente acordasse deveria ser capaz de se mover normalmente e possuir, inclusive, a mesma voz, garantia o médico.

O italiano acreditava que precisaria de uma equipe de 150 pessoas, entre médicos e enfermeiros, para realizar o procedimento.

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