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Bradesco, Santander e Itaú estão na lista.
A crise na Americanas, uma das maiores varejistas do país, tornou-se pública, depois da divulgação de “inconsistências contábeis” da empresa, que chegam a cifras de R$ 20 milhões. Mas não para aí. A crise também pode afetar os bancos credores da companhia, que decidiram ir à Justiça para questionar a decisão judicial que suspende a cobrança dos valores por 30 dias.
Na segunda-feira(16Janeiro2023), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do Grupo Americanas e suspendeu qualquer possibilidade de bloqueio, sequestro ou penhora de bens da empresa.
A medida de tutela de urgência cautelar foi acatada pelo juiz Paulo Assed, da 4ª Vara Empresarial.
A lista das instituições mais afetadas pelo rombo financeiro são, respectivamente:
- Bradesco – R$ 4,7 bilhões
- Santander – R$ 3,7 bilhões
- Itaú – R$ 3,4 bilhões
- Safra – R$ 2,5 bilhões
- BTG – R$ 1,9 bilhão
- Banco do Brasil – R$ 1,3 bilhão
- Daycoval – R$ 600 milhões
- Banco BV – R$ 400 milhões
- Banco ABC Brasil – R$ 300 milhões
- A rede varejista explicou que o rombo foi identificado em “inconsistências em lançamentos contábeis”, ou seja, o valor se refere a empréstimos para compras junto a fornecedores dos quais a Americanas é devedora.A informação foi revelada pelo CEO da Americanas, Sergio Rial, que ficou no comando da varejista por nove dias e renunciou ao cargo. Rial é um dos executivos de maior prestígio do país.