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Caso da investigada por xenofobia contra paraibanos é repassado ao MPF

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A polêmica aconteceu após Adriana publicar vídeos em seu perfil no Instagram em que fazia comentários irônicos sobre o sotaque, os costumes e o jeito de andar do paraibano.

O Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial do Ministério Público da Paraíba (Gedir/MPPB) encaminhou, nesta terça-feira (07Fevereiro2023), ao Ministério Público Federal (MPF) o procedimento instaurado para apurar eventual prática de xenofobia em comentários sobre o sotaque e costumes nordestinos, veiculados nas redes sociais por Adriana Borba.

Ela é noiva do jogador Léo Campos, do Botafogo da Paraíba. A xenofobia é tratada por lei como racismo. O procedimento foi encaminhado para o procurador da República do 1º Ofício da Capital, José Godoy Bezerra de Souza.

Conforme a coordenadora do Gedir, a promotora de Justiça Liana Espínola, a atribuição para a matéria é do MPF, principalmente, por duas razões.

A primeira é que o crime, em tese, cometido é objeto de tratado ou convenção internacional que o Brasil se comprometeu a combater (já que a xenofobia é tratada por lei como racismo).

A segunda é que houve transnacionalidade porque os comentários preconceituosos veiculados na rede social eram, ao tempo de sua publicação, acessíveis no exterior, posto que feitos em perfil aberto.

Segundo o MPPB, ainda que a agente tenha apagado a publicação, quando se deu conta da repercussão negativa, até a exclusão da postagem, transcorreu tempo suficiente para que esta gerasse interesse e repercussão online.

Em vídeo, a catarinense Adriana Borba, conhecida como Drica, conta a experiência de morar em João Pessoa ao dizer que acha o sotaque “fofo, mas chega uma hora que irrita”.

Léo Campos e Adriana Borba foram a público para pedir desculpas aos paraibanos e, em especial, aos torcedores do Belo.

Confira a nota do Gedir/MPPB na íntegra:

“O Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial do Ministério Público da Paraíba (Gedir/MPPB) encaminhou, nesta terça-feira (07/02), ao Ministério Público Federal (MPF) o procedimento instaurado para apurar eventual prática de xenofobia em comentários sobre o sotaque e costumes nordestinos, veiculados nas redes sociais por Adriana Borba, companheira de um jogador de futebol do Botafogo da Paraíba. A xenofobia é tratada por lei como racismo e processada como tal. O procedimento foi encaminhado para o procurador da República do 1º Ofício da Capital, José Godoy Bezerra de Souza.

Conforme a coordenadora do Gedir, a promotora de Justiça Liana Espínola, a atribuição para a matéria é do MPF, principalmente, por duas razões. A primeira é que o crime, em tese, cometido é objeto de tratado ou convenção internacional que o Brasil se comprometeu a combater (já que a xenofobia é tratada por lei como racismo). A segunda é que houve transnacionalidade  porque os comentários preconceituosos veiculados na rede social eram, ao tempo de sua publicação, acessíveis no exterior, posto que feitos em perfil aberto. E, ainda que a agente tenha  apagado  a  publicação,  quando  se  deu  conta  da  repercussão  negativa,  até  a exclusão da postagem, transcorreu tempo suficiente para que esta gerasse interesse e repercussão online”.

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