O Bê-a-bá do Sertão

Tsar: A bomba atômica mais poderosa já detonada no planeta

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Desenvolvida pela União Soviética, foi testada na Ilha Novaya Zemlya, extremo norte da Rússia em 1961.

A Tsar pesava 27 toneladas, detonada a 4km do solo, produzindo 50 megatons, um poder equivalente a 3.800 bombas de Hiroshima.

O piloto soviético Andrei Durnovtsev que a lançou do avião, possuía 50% de chance de sobreviver no processo, mas sobreviveu. Os movimentos sísmicos gerados pela bomba foram sentidos por toda Europa Ocidental e até nos Estados Unidos.

Como exemplo, se a Tsar Bomba for detonada em São Paulo, em cima do Vale do Anhangabaú, em 10 minutos mataria 11 milhões e 208 mil habitantes, afetando seriamente outros 6.85 milhões em seu entorno.

Todas as estruturas e pessoas em uma área de 249km² Anhangabaú seriam obliteradas, formando uma cratera de 340 metros de profundidade e 1.42 km de diâmetro.

Os habitantes das cidades de Jundiaí, Cubatão, Santos, Praia Grande, Guarujá, Mogi das Cruzes e Atibaia teriam 100% de chance de sofrer queimaduras de 3º grau.

Moradores de Campinas e São José dos Campos, teriam 50% de chance de contraírem queimaduras de 1º grau. A onda de radiação chegaria a São Lourenço, uma cidade a 226km a leste do Vale do Anhangabaú.

A Tsar Bomba foi detonada com 50% de sua capacidade: seu rendimento original era de 100 megatons, reduzida pelos soviéticos por motivos de segurança.

Caso fosse detonada com essa potência em São Paulo, habitantes de Limeira e Taubaté, cidades a mais de 120 km de São Paulo teriam 50% de chance de terem queimaduras de 1º grau, enquanto a nuvem de radiação chegaria até o sul da Bahia.

Seria necessário em torno de 10 mil Tsar Bombas de 50 megatons para destruir toda a superfície do planeta.

Após os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, mais de 2 mil armas nucleares foram testadas, mas nunca utilizadas novamente em batalha.

Hoje, estima-se que exista mais de 20 mil ogivas nucleares.

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