Cientista, físico, biólogo, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor, divulgador científico e ativista. O norte americano Carl Edward Sagan foi sem dúvida uma das mentes mais brilhantes que o mundo já conheceu, capaz de transmitir assuntos complexos através de uma simplicidade que poucos conseguem sustentar.
Morto em 1996 aos 62 anos, o que poucos sabem é que este gênio era um consumidor ávido de maconha, pois dizia que a erva lhe dava ‘inteligência e sabedoria’.
Apesar de ter nascido em uma época em que a cannabis não somente era demonizada, quanto proibida, Sagan foi um promotor permanente do uso ordenado da erva, tida por ele como extremamente positiva à humanidade.
O primeiro contato com a maconha aconteceu quando ele cursava o doutorado na Universidade de Chicago, aos 25 anos.
A partir daí, seu relacionamento com a cannabis deixou de ser temporário, para ser algo permanente.
Muitos anos depois, o cientista revelou que muitos de seus ensaios e escritos foram desenvolvidos acompanhados de maconha, assim como em seus discursos, cursos e palestras públicas.
Segundo ele, a cannabis aguçava todos os seus sentidos, e o ajudava a aumentar seu prazer em comer, ouvir música e até mesmo fazer sexo.
A primeira declaração de amor pública foi feita no livro de Keady Davidson “Reconsiderando a maconha”, de 1971, no qual Sagan publicou um ensaio assinado anonimamente defendendo sua perspectiva sobre a maconha, refletindo a realidade aumentada e a apreciação estética concedida pelo uso dela.
A erva o ajudou a entender, através de uma percepção existencial, que a humanidade estava cheia de hipocrisias.
Expressando claramente sua ampla oposição às leis antidrogas de sua época, ele criticou o sistema por gastar milhões de dólares para combater algo que eles mesmos estavam estimulando: o consumo.
Enquanto lutava contra o câncer, a maconha permaneceu em sua vida, lhe ajudando a conter os sintomas de seu tratamento.
Hoje, sua esposa – Ann Druyan continua lutando para defender e promover seu legado em favor da cannabis. Felizmente, vários avanços estão surgindo neste sentido e a erva começa a ser absolvida.