Os microrganismos espalhados por todo o celular podem causar diversas problemas de saúde se não for realizada a limpeza correta.
Todos os dias as pessoas pegam ônibus, empurram carrinhos de supermercado, andam de transporte público, vão ao banheiro e tudo isso com o celular em uma das mãos.
É por esse motivo, que os aparelhos ficam infectados com uma grande quantidade de bactérias, vírus e fungos que podem causar doenças.
A concentração desses germes é tamanha que o celular pode ser mais sujo do que a sola de sapato de alguém que caminha pelas ruas da cidade o dia todos.
Além disso, o aparelho pode conter até mais contaminante do que a tampa do vaso sanitário de um banheiro público.
Tudo isso apenas por não lavar as mãos adequadamente e não higienizar o celular com frequência.
“Em termos de bactérias, o celular tem mais bactérias que a sola de um sapato e a tampa de vaso sanitário de um banheiro público”, afirma o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido Dr. Bactéria.
Segundo o Dr. Bactéria, os microrganismos espalhados por todo o celular podem causar diversas problemas de saúde se não for realizada a limpeza correta.
Basta manusear o aparelho e depois levar alimentos à boca ou coçar os olhos para ser contaminado.
Intoxicação alimentar, feridas com pus, sinusite, laringite, otite, diarreia e vomito podem provocados pela sujeira.
Entre as doenças que podem ser provocados por conta do celular sujo são: conjuntivite, gastrite, sinusite, laringite, diarreia e até caspa, que é causa por um fungo no couro cabeludo.
“O celular é de uso individual e usar um emprestado de alguém pode estar se contaminar”, afirma.
Durante todo o período em que a pessoa estiver doente, também é importante fazer a limpeza do celular. Segundo o Dr. Bactéria, quem não toma essa precaução pode prologar o tempo que o organismo fica infectado.
O biomédico orienta a não usar o álcool convencional ou detergentes para fazer a limpeza.
O uso do produto pode danificar o aparelho. “Use o álcool isopropílico ou isopropanol, que é vendido em lojas de matérias eletrônicos e é próprio para desinfetar eletrônicos”.
Os lenços umedecidos, usados para limpar bebês, são uma alternativa segura para higienizar o celular. Essa é uma forma de substituir o álcool isopropílico em uma situação de emergência.
“Todo mundo deve limpar o celular uma vez por semana para evitar doenças. As pessoas que trabalham na área da saúde, como médicos, enfermeiros, dentistas e biomédicos, devem fazer a higienização diariamente”, explica o Dr. Bactéria.
O celular é um objeto sujo, mas isso não precisa ser um impedimento para o uso diário.
A higienização correta e periódica já é uma garantia de ter uma convivência saudável com a tecnologia.
Lavar as mãos com uma certa frequência pode ser o suficiente para evitar problemas de saúde por conta do uso do celular.
Isso não quer dizer que é necessário ir ao banheiro todas as vezes que manusear o aparelho.
“A mão deve ser lavada mais de oito vezes por dia, mas menos de 25 vezes. Isso porque o excesso de produto químico pode provocar infecções na pele” alerta o Dr. Bactéria.
Tablets e celulares
Devem ser higienizados com mais frequência, principalmente os celulares, já que tocamos neles o tempo todo.
No início da pandemia, muita gente aproveitou o álcool em gel para desinfetá-los, mas o ideal é utilizar álcool isopropílico 70%, pois ele não leva água em sua composição.